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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Simplicidade

"Aquilo que é complicado tende a desaparecer e perder-se. A simplicidade é difícil, não é fácil. A beleza é simples. Todos os elementos desnecessários são removidos - apenas a essência permanece." Alan Hovhaness

Simplice

Porque escolhi este nome para o site?

Simplice é uma palavra do latim que significa simples. E a simplicidade é aquilo que eu acredito que devemos buscar em todas as coisas da nossa vida. Não a simplicidade do banal, mas a simplicidade do perfeito, a simplicidade que existe quando retiramos tudo o que é supérfulo.

Experiências de simplicidade

Ser igreja simples permite muitas experiências. É fácil decidir experimentar algo e passar à acção. Tentar coisas novas.

De alguma forma a igreja tem medo de fazer experiências, tem medo de estragar alguma coisa. Connosco não se estraga nada, porque o que nos junta são os relacionamentos que temos uns com os outros. Não há perigo de escandalizar os melhores dizimistas com as novas actividades.

Encontro diferente

Hoje fizemos algo bastante diferente no nosso grupo. Cada um trouxe algo para mostrar ao grupo. A São trouxe alguns poemas dela, sobre coisas que ela tem sentido e passado, e falamos um pouco sobre esses sentimentos. O Carlos contou três histórias que nos fizeram pensar. A Paula traduziu uma música que diz que o nome favorito de Deus é Pai, e falamos sobre o que isso significa, e como é pena que muitas pessoas não tenham um exemplo correcto do que é um pai. Eu falei sobre o artigo que tinha escrito no blog acerca da liberdade. Por fim almoçamos juntos, e ficamos a conhecer-nos mais.

Foi tudo muito simples, mas muito edificante. Sentimos os laços que nos unem a se fortalecer.

Fim de semana para estar com os amigos

Este fim de semana foi óptimo para estar com os amigos. Partilhar com eles aquilo que estamos a pensar e a sentir, conhecê-los melhor, disfrutar da companhia uns dos outros. Há algo na simplicidade dos relacionamentos que nos edifica bastante.

Deus criou-nos como seres sociais. É impossível sermos pessoas completas se estamos sozinhos, sentimos sempre falta de estar com as pessoas, de partilhar a nossa vida com os outros. E são estes relacionamentos que se criam à nossa volta, que nos ajudam a perceber melhor o que é o amor, o verdadeiro amor, que não espera nada em troca.

Muitas pessoas refugiam-se da sociedade porque têm dificuldade em encontrar este amor. Em vez disso encontram invejas, pessoas interesseiras, que só pensam nelas próprias. Isso faz-me sentir que as amizades que tenho são realmente muito preciosas, faz-me dar cada vez mais valor aos amigos que tenho à minha volta.

Tempo para relacionamentos

Por vezes o nosso activismo é tanto, que não temos tempo para as pessoas que estão à nossa volta. Do que vale termos os eventos mais espectaculares nas nossas igrejas, se o relacionamento entre nós não se aprofunda? E por favor, não estou só a falar dos jovens, mas de todos. Se os relacionamentos entre as pessoas da igreja não se estão a aprofundar, por todos os sectores (sociais, etários, etc), então permitam-me a ousadia de dizer que não estamos a ser igreja, pelo menos como deve de ser.

Por mais espectaculares que sejam os cultos/reuniões/missas, se não houver relacionamento entre as pessoas, não temos nada. Por melhores que sejam as postas de pescada que ponho neste blog, sem relacionamentos sou apenas mais um que fala fala. Porque o relacionamento chegado é a maior marca que se pode ter do amor, e sem amor, não somos nada. Por vezes perdemo-nos na quantidade de coisas que fazemos na igreja, e perdemos o mais importante.

Eu precisei simplificar a minha vida para conseguir mudar isso. Talvez tu também precises disso.

Simplicidade

Infelizmente, já não se dá valor à simplicidade. Tudo tem de ser complexo e cheio de fogos de artifício. Não basta estarmos juntos para falarmos do que Deus tem feito nas nossas vidas, em vez disso fazemos grandes produções musicais e visuais. Parece que agora as coisas só têm valor se for usada a tecnologia de ponta das formas mais novas possíveis. Não basta ser simples e profundo, tem de ser espectacular, e se adicionarmos uma complexidade teórica que não leva à acção, ainda melhor.

E que tal voltarmos à simplicidade, e aprendermos juntos a praticar as pequenas verdades que vamos aprendendo? Será que isso é tão banal assim? Talvez a simplicidade dos relacionamentos nos toque mais profundamente que o maior espectáculo audiovisual que possamos imaginar.

Humildade e Simplicidade

Aquilo que mais precisamos recuperar na igreja, é a humildade, que é uma característica dos que são simples. Agimos muitas vezes, eu incluído, como se tivessemos a solução para todas as coisas. E a verdade é que não temos. Pelo menos eu não tenho. Eu não sei qual a melhor forma de fazer as coisas. E se calhar, o reconhecer que não sabemos, é o primeiro passo para fazer algo significativo com a nossa vida. Talvez para que a igreja se torne novamente relevante, o primeiro passo é humilhar-se e reconhecer que precisa de mudança.

Eu preciso de mudança, e acho que tu também.