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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Quem é que manda?

Quem é que manda numa empresa? É o administrador? É o director? Na minha opinião, quem deve mandar é o cliente, aquele que consome os produtos. A razão de existir da empresa é a satisfação das necessidades do cliente, e não a satisfação dos caprichos de meia dúzia de pessoas que querem brincar de patrão. Uma empresa que decide agradar esse pequeno grupo, é uma empresa que mais cedo ou mais tarde vai acabar por falir. Surge outra empresa melhor, e essa vai por água abaixo.

Infelizmente, no nosso Portugal pequenino (também existe um grande, mas cada vez mais só na imaginação de alguns portugueses), parece que são cada vez mais as pessoas a quererem brincar de patrão, em vez de gerir empresas orientadas ao cliente. Não se dá valor aos empregados que fazem mais do que simplesmente cumprir as suas funções, que sabem criticar, que sabem ver o que o cliente necessita. E não se dá valor porque as opiniões desses empregados põem em cheque as vontades dessa pequena elite. Por isso não se delega responsabilidades, e não se confia nos empregados.

Deixo este vídeo alusivo ao tema. Imaginem o gajo do carro como a nova empresa que aparece no mercado. É que tem tudo a haver:

Varrer para debaixo do tapete

Estou um bocado farto de ver a porcaria a ser varrida para debaixo do tapete. As coisas que correm mal são abafadas, e não se fala mais nisso. Não se tratam os problemas, não se aprende com o passado, não se analisa o presente, e logo cometemos os mesmos erros do passado. E tudo em nome do perdão e do não julgar os outros.

Precisamos tomar uma atitude mais responsável. Algo correu mal? Então vamos descobrir porquê, e vamos fazer o necessário para que o erro não se repita. Se há coisas para tratar, vamos tratar em amor, e não numa atitude de julgamento. E se houver coisas a perdoar, vamos perdoar. Agora, esconder a porcaria, é que não dá. É que o lixo por baixo do tapete já é tanto, que temos dificuldade em andar em cima dele.

Tomar responsabilidade

É raro ver alguém tomar responsabilidade. E não estou a falar de tomar responsabilidade como o Bush fez agora, ao dizer que assumia a responsabilidade por não ter havido resposta mais rápida à calamidade de New Orleans, mas de onde não veio consequências nenhumas. Não estou a falar de dizer: "A culpa é minha, sim. E daí?" Estou a falar de realmente assumir a responsabilidade por aquilo que fazemos, e receber as consequências devidas disso, tentando fazer o melhor para remediar a situação.

É mais fácil passar a responsabilidade para outros. É mais fácil deixar a coisa por tratar. É mais fácil deixar andar e esquecer. Mas a consequência disso é que não se aprende com os erros do passado, não se amadurece, e os mesmos erros são novamente cometidos. Já ninguém se lembra dos erros do Guterres, nem dos erros do Santana. Tudo isso fica esquecido, e ninguém assume ou sofre as consequências dos seus actos. E no fim, quem se lixa, é sempre o mesmo.