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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Dois ou três

"Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles." (Mateus 18:20)

Na teoria todos concordamos com este versículo. Na prática, achamos que dois ou três é pouco, vemos este versículo como um mínimo. Na realidade, pensamos que quantos mais melhor. A nossa prática mostra que o que valorizamos é uma igreja grande numericamente. E toda a igreja que não é grande, não é uma igreja "a sério".

A igreja acontece com duas, ou três, ou vinte, ou cem, ou mil pessoas. Mas na realidade, a igreja está sobretudo nos pequenos números. Aí é que está a expressão mais natural, íntima e real da igreja. Onde não nos podemos esconder, mas somos confrontados a viver os ensinamentos de Cristo junto das pessoas que realmente nos conhecem, e perante as quais não conseguimos colocar máscaras.

Igreja a sério não está nos grandes números, está nos pequenos!

Quero isso em grande

Hoje, nas igrejas portuguesas, estamos a ver as consequências de uma política de quantidade em detrimento da qualidade. As maiores igrejas portuguesas estão em declínio, perdendo assistência a cada semana que passa.

A qualidade pode ou não gerar quantidade, mas a quantidade nunca gera qualidade. Usámos grandes campanhas evangelísticas com grandes máquinas de marketing por detrás, que venderam um cristianismo fácil, em que bastava fazer uma oração a Jesus, e todos os problemas seriam resolvidos. Um cristianismo baseado no que podemos receber de Deus, e sem sacrifícios da nossa parte.

Depois, ficámos admirados por as pessoas não se negarem a elas próprias, não se tornarem verdadeiras discípulas de Jesus, e não estarem dispostas a morrer por ele. Ficámos admirados por as pessoas terem uma atitude egoísta, em que o que importava era saber o que ganhavam com o cristianismo, e não o que podiam fazer por Cristo ou pelo próximo. Ficámos espantados por essas pessoas não se interessarem em fazer parte da força activa da igreja, e por acharem suficiente ir assistir à missa/culto de Domingo. Ficámos estupefactos ao ver essas pessoas saltarem de igreja em igreja, indo para a igreja que tinha as reuniões com a música mais fixe, ou à que estava na moda. Por fim, culpámos as pessoas de serem assim, esquecendo-nos de que as pessoas são apena aquilo que as ensinámos a ser.

Agora, é preciso começar de novo...

PS- Inspirado aqui.

Evangelismo e crescimento da igreja

Acho que devemos ver estas coisas como sendo diferentes. Uma coisa é evangelismo, outra é o crescimento da igreja. Em termos de crescimento da igreja, temos dois tipos de crescimento. O quantitativo, quando alguém decide se juntar a nós, e o qualitativo, quando as pessoas que compõem o grupo estão a amadurecer na sua fé. Mas quando se fala de crescimento da igreja, normalmente as pessoas estão a pensar no crescimento numérico.

E nesse sentido, evangelismo é diferente de crescimento da igreja (isto porque eu acredito que evangelismo e discipulado não são coisas possíveis de separar). Evangelismo é ajudar alguém a aproximar-se mais de Cristo, ajudando-a a apontar a sua vida para Cristo, a alinhar a sua vida com o caminho de Cristo.

O problema é que muitas vezes o cristão vê o evangelismo com sinónimo de crescimento numérico da igreja, e como tal, todo o seu esforço está em trazer pessoas à sua igreja. E a partir do momento em que consegue esse objectivo, vê a obra como concluída. Todo o seu esforço evangelísitico está em levar a pessoa a entrar numa igreja, e fazer a "oração do pecador" para conseguir a salvação. E portanto os convites para irem à sua igreja sucedem-se, mesmo que as pessoas ainda não tenham chegado ao ponto de dar esse passo.