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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Não fazemos as coisas com qualidade e segurança

Se por um lado levamos as coisas demasiado a sério, por outro lado, por incrível que pareça, fazemos as coisas sem qualidade e sem segurança.

Quantas igrejas conseguem apresentar projectos sociais com qualidade suficiente para receberem fundos comunitários? Quantas igrejas conseguem apresentar um projecto com qualidade para receber terrenos para a construção de instalações? Ou pior, quantas igrejas sabem que essas coisas existem?

Quantas igrejas têm extintores, planos de evacuação, caixas de primeiros socorros? Quantas igrejas têm seguros contra incêndios, roubos, acidentes? Quantos acampamentos e saídas são feitos sem os seguros obrigatórios?

Quero isso em grande

Hoje, nas igrejas portuguesas, estamos a ver as consequências de uma política de quantidade em detrimento da qualidade. As maiores igrejas portuguesas estão em declínio, perdendo assistência a cada semana que passa.

A qualidade pode ou não gerar quantidade, mas a quantidade nunca gera qualidade. Usámos grandes campanhas evangelísticas com grandes máquinas de marketing por detrás, que venderam um cristianismo fácil, em que bastava fazer uma oração a Jesus, e todos os problemas seriam resolvidos. Um cristianismo baseado no que podemos receber de Deus, e sem sacrifícios da nossa parte.

Depois, ficámos admirados por as pessoas não se negarem a elas próprias, não se tornarem verdadeiras discípulas de Jesus, e não estarem dispostas a morrer por ele. Ficámos admirados por as pessoas terem uma atitude egoísta, em que o que importava era saber o que ganhavam com o cristianismo, e não o que podiam fazer por Cristo ou pelo próximo. Ficámos espantados por essas pessoas não se interessarem em fazer parte da força activa da igreja, e por acharem suficiente ir assistir à missa/culto de Domingo. Ficámos estupefactos ao ver essas pessoas saltarem de igreja em igreja, indo para a igreja que tinha as reuniões com a música mais fixe, ou à que estava na moda. Por fim, culpámos as pessoas de serem assim, esquecendo-nos de que as pessoas são apena aquilo que as ensinámos a ser.

Agora, é preciso começar de novo...

PS- Inspirado aqui.

Evangelismo e crescimento da igreja

Acho que devemos ver estas coisas como sendo diferentes. Uma coisa é evangelismo, outra é o crescimento da igreja. Em termos de crescimento da igreja, temos dois tipos de crescimento. O quantitativo, quando alguém decide se juntar a nós, e o qualitativo, quando as pessoas que compõem o grupo estão a amadurecer na sua fé. Mas quando se fala de crescimento da igreja, normalmente as pessoas estão a pensar no crescimento numérico.

E nesse sentido, evangelismo é diferente de crescimento da igreja (isto porque eu acredito que evangelismo e discipulado não são coisas possíveis de separar). Evangelismo é ajudar alguém a aproximar-se mais de Cristo, ajudando-a a apontar a sua vida para Cristo, a alinhar a sua vida com o caminho de Cristo.

O problema é que muitas vezes o cristão vê o evangelismo com sinónimo de crescimento numérico da igreja, e como tal, todo o seu esforço está em trazer pessoas à sua igreja. E a partir do momento em que consegue esse objectivo, vê a obra como concluída. Todo o seu esforço evangelísitico está em levar a pessoa a entrar numa igreja, e fazer a "oração do pecador" para conseguir a salvação. E portanto os convites para irem à sua igreja sucedem-se, mesmo que as pessoas ainda não tenham chegado ao ponto de dar esse passo.