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Simplice

A vida é simples

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A economia portuguesa e a emigração

Como a maioria dos meus leitores sabem, em Novembro emigrei para a Suíça. Na altura não foi para fugir da crise, foi mais por um conjunto de factores que conspiraram nesse sentido. Mas ultimamente a crise em Portugal tem provocado em mim alguma preocupação, e hoje em especial fui levado a ver os vídeos do Medina Carreira, que é uma pessoa que eu não conhecia bem, mas que se tem tornado bastante popular (Talvez por dizer as coisas como elas são). Talvez por causa dessa crise, os pedidos de informação no meu blog O Emigra têm se multiplicado bastante. É raro o dia que não há alguém que me pede ajuda ou informações.

O que me tem feito pensar um bocado na famosa temática de: "Se o País está mal, tens é de ficar cá e ajudar a desenvolver o País". E que: "Quem Emigra está a ser cobarde". E outros piropos simpáticos que de vez em quando oiço. Por curiosidade, nestes últimos meses esses piropos mudaram para: "Tu é que fazes bem", mas estou a divagar. Falava da emigração e das suas consequências para a melhoria económica da nação.

Nesse aspecto, posso dizer que a melhor coisa que fiz para Portugal, foi emigrar. A sério. Por mais que puxe pela cabeça, não consigo lembrar-me de nada que estivesse a fazer que estivesse a ajudar a situação económica da nação. Trabalhava, pagava os meus impostos (sim, todos), mas não sinto que estivesse a melhorar a economia em nada. Mas pronto, suponho que o simples facto de fazer isso já ajudava de alguma forma, e que se todos o fizessem a economia já melhoraria bastante, mas pronto. Também não era activo na política do País, embora fosse (quase) sempre votar.

Desde que vim para cá, estou a injectar na economia portuguesa muito mais dinheiro do que o que pagava em impostos aí, e quase sem custos para o País. Consigo imaginar que um milhão de pessoas a fazer o mesmo que eu (a não darem despesas ao estado e a injectar muitos milhares de milhões de euros na economia portuguesa) poderiam provocar uma melhoria significativa na economia. São as famosas remessas dos emigrantes.

Por isso, gostava de incentivar um milhão de portugueses a emigrar para um País mais rico. Ajudem o País: Emigrem. Está mais que sabido que o problema de Portugal são os portugueses, por isso, quantos menos houver aí, melhor. Eu já fiz a minha parte, faz tu também a tua.

Peditório do iPhone na Vodafone

Já me ri bastante a ler o que põem no peditório online para mudança de planos do iPhone 3G na Vodafone. Aqui ficam umas pérolas:

1. Encontro-me de momento na Suiça, num dos Países mais ricos do mundo, onde o novo iPhone também será lançado pela (mesma!) vodafone (...)

É pá, ele deve estar mesmo cá na Suíça, para não saber que não existe Vodafone cá...

2. Eu preciso de pelo menos 1GB para poder enviar os meus projectos de engenharia

Sim, porque agora ele não tem como os enviar.

3. Condições igual para todos, não queiram afundar mais os pobres!

Pois. É pondo o iPhone barato que vamos resolver a pobreza.

4. Não sei é porque como somos todos da UE e Portugal é um país com salários médios inferiores a Itália, porquê que eles têm mais facilidades e nós não? Sinceramente...

Ou seja, se eu for de um país com nível de vida inferior, o iPhone, como bem essencial que é, deve estar muito mais barato. Eu alinho em criar um País com um PIB per capita de 1€, para podermos comprar todo o tipo de gadjets a 1 cêntimo. Como esta haviam várias.

5. Bem feita seus fanboys de m...!!!! Para perceberem o POS que o iphone é....fanáticos do c..........

Bom, este ainda tem a sua razão :D

6. Quero um tarifário com 100GB por mês, chamadas grátis para qualquer rede e sem qualquer mensalidade para sempre, ou então não compro o telemóvel do Apple.

Mas este ainda tem mais :D

7. Somos pobres em tudo....

Pois é, o índice de pobreza é medido pelo preço dos iPhones.

8. Acho que com estes preços e tarifarios fica mais barato comprar em espanha com contracto e ir la de proposito para telefonar!!

Deve morar perto da fronteira, só pode.

Portugal e a crise do petróleo 2

Esqueci-me de dizer algo importante no outro artigo.

Então os camionistas põem o País em estado de sítio, e o governo fica a olhar para a situação impávido e sereno? As forças de ordem ficam a observar? Propriedades são destruídas, pessoas são vítimas de violência, morre uma pessoa, e o estado lamenta? É o melhor que conseguem fazer? Chama-se a isto um estado de direito?

Ah, tinha-me esquecido. Estamos em tempo de férias, o estado de direito está a banhos no Algarve, as forças de ordem estão entorpecidas com o calor, e o povo embevecido com o futebol.

O Euro 2008 aqui na Suíça

O sítio onde trabalho fica exactamente entre o estádio de Genève, onde vai acontecer o próximo jogo de Portugal, e o centro da cidade. Desde que cheguei aqui hoje de manhã que ainda não tive sossego.

É buzinas, é cornetas, é gritaria, é música pimba, é folclore, é carros todos pintados como a bandeira, enfim. Nada como os portugueses para fazerem barulho :)

Portugal e a crise do petróleo

Não é meu hábito falar muito deste tipo de coisas, mas acho que a situação chegou a um ponto, que não posso deixar de falar. Olhar para o que se passa em Portugal, principalmente agora que vivo num país que funciona, causa-me algumas emoções.

Não é novidade nenhuma que Portugal está mergulhado numa crise. Tudo isto que, pensa o povinho, por culpa do petróleo. O petróleo tem aumentado devido a especulação, todos sabemos disso. E culpa-se as gasolineiras por aproveitarem-se da situação (o que num mercado livre, com a lei da oferta e da procura, seria natural). Mas se formos ver o relatório da autoridade de concorrência vemos que sim, as refinarias ficam com uma boa fatia do preço final (sempre foi assim). Mas mais de metade do valor do gasóleo vai em impostos para o estado, e bem mais de metade do valor da gasolina também. Na realidade, se fizermos bem as contas, as gasolineiras estão a fazer uma margem de 1 ou 2 cêntimos de lucro em cada litro que vendem. Posto isto, é fácil de perceber as conclusões do relatório da concorrência, é que a fatia de impostos é tão alta, que nem há espaço para uma grande variação de preços, já que estão todos a praticar preços mínimos (daí perceber os preços serem tão parecidos). Se estivessem a ter lucros de 20-30 cêntimos, e os preços estivessem iguais em todas, aí sim, era caso para desconfiar.

É claro, o povinho não faz contas. Ou melhor, faz, comparando com a vizinha espanha, que devido a baixos impostos nos combustíveis, tem preços bastante mais baixos (aqui no resto da Europa, excepto Suíça, o preço é sempre mais caro). E diz que a culpa é das gasolineiras. Na realidade, a culpa é da especulação do preço do crude. E se quisermos até podemos culpar o governo, por não ter impostos mais baixos, por ser "ladrão". Ah, mas esperem lá, o governo somos nós! Se o dinheiro não vier daí, tem de vir do bolso de todos os portugueses, aumentando o IVA, ou o IRS, ou algo parecido. Sim, porque não sei se repararam, Portugal está na bancarrota, e não deve demorar muito para afundar de vez.

E no meio disto tudo, primeiro foram os pescadores que fizeram greve, violando pelo caminho os direitos dos outros, destruíndo peixe e tudo. Agora são os camionistas que estão em greve, e andam a fazer piquetes para impedir os querem trabalhar, chegando já a várias situações de violência.

E no fim das contas, o que é que eu retiro de tudo isto? O povo potuguês é, no geral, um povo ignorante, egoísta, e bruto. Ignorante no que diz respeito às questões económicas e políticas. E egoísta porque procuram sempre só o benefício próprio, sem pensar nas repercussões que isso terá no resto dos portugueses. Bruto porque recorrem à violência para "defenderem" supostos direitos, que não são mais do que tentativas de obrigar o governo (no fundo todos os outros portugueses) a lhes darem benefícios especiais, alienando os direitos dos outros, manipulando o governo para os beneficiar em relação ao resto da população.

É a lei do mais forte, a lei da selva. O que reclama mais, e faz mais uso da violência, é o que fica com mais "direitos". Vence o bruto, o bacoco, o egoísta.

Quem me dera que não fosse assim. Que os portugueses lutassem pelos seus direitos, mas de forma consciente, e de forma unida, não se esquecendo das responsabilidades. Lutassem pelo bem de todo o povo, e não para benefício apena de si próprio ou do seu sector profissional. Que procurassem soluções para dar a volta juntos. Que em vez de lutarem para ver quem fica com mais migalhas, que lutassem para conseguirem construir mais pão.

Meus amigos, no que me diz respeito, Portugal já não existe. Aquele Portugal do povo nobre, nação valente, de conquistadores e aventureiros, isso já morreu há muito tempo. O que existe agora é a Tugalândia.

Árvores e Florestas de Portugal

Esta semana recebi os primeiros dois fascículos da série Árvores e Florestas de Portugal, que vem com o jornal Público às quintas-feiras, por mais 10 euros. Vem como quem diz: Na realidade é quase impossível obtê-los sem os encomendar. E mesmo assim não vêm todos ao mesmo tempo.

Mas em relação aos livros em si, posso dizer que estão muito bem feitos. A informação é interessante, e a quantidade de fotos é enorme. Para quem queira perceber melhor a floresta portuguesa, como ela é e como devia ser, e compreender os habitats da fauna portuguesa, é uma colecção muito boa.

Esta semana já vai sair o 6º fascículo, por isso apressem-se a comprar.

Google em Portugal

É já notícia de ontem, mas eu gosto de digerir bem a coisa antes de escrever. Parece que o Google está a pensar entrar em Portugal. Não só pelo mercado português em si (que não vale muito), mas principalmente pelo mercado dos PALOPs, que é um mercado com bastante potencial a médio prazo. E hoje o Diário Económico veio dar a sua opinião sobre quais as empresas que o Google deverá comprar em Portugal, algumas delas fazem sentido, outras nem por isso.

Ao mesmo tempo, agora num universo mais alargado, o Yahoo promete uma reestruturação da empresa. Parece que finalmente se aperceberam que a coisa não estava a funcionar muito bem, e decidiram fazer alguma coisa enquanto ainda é tempo.

Estas notícias recentes, juntamente com outras (a compra do aeiou pela Impresa, por exemplo), são sinais de que o ano de 2007 vai ver uma grande recuperação do mercado tecnológico, não só a nível mundial, como ainda em Portugal. E isso é bom para todos. O resultado será, com certeza, mais emprego, mais desafios, mais inovação, melhores salários. Tudo coisas boas, para quem está farto deste marasmo económico e inovativo. Melhores dias estão aí à porta... espero eu.