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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

A paz

"«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?" (Mateus 5:43-47)

É incrível, para mim, que nos tempos mais recentes, tenha sido Gandhi a perceber a mensagem de Cristo no que diz respeito à paz, na qual se inspirou para criar o movimento Satyagraha, movimento esse que acabou por inspirar Martin Luther King Jr.. E enquanto isso a igreja no geral ignora essa mensagem, preferindo apoiar as "guerras santas" criadas pelos seus "governos cristãos".

The artistic side of the Message of Jesus

Then Jesus went into the temple, threw out all who were selling and buying in the temple, and overturned the moneychangers’ tables and the chairs of those who sold doves. He told them, “It is written, ‘My house is to be called a house of prayer,’ but you are turning it into a hideout for bandits!” (Matthew 21:12-13)

I think we fail many times to see the artistic in what Jesus did. He was at least a storyteller. Most of his teaching is in parables. But he certainly used many other forms of art. At this particular occasion, I believe there was a bit of drama involved. The overturning of the moneychangers' tables clearly made people pay attention to what Jesus was communicating.

Storytelling and Acting (and other forms of art) are very useful ways of communicating the truth of the gospel. And if we have to overturn some tables to get the message across, maybe we should start doing it.

A narrativa como forma de falar de Jesus

Penso que a igreja evangélica, com a sua ênfase nos pormenores das Escrituras, perdeu a capacidade de narrar a história de Cristo. Ao repararmos mais nos pormenores do que na história em que esses pormenores se inserem, temos tendência a não reparar na mensagem principal que essa história quer passar.

Na história do capuchinho vermelho, o que interessa não é se o capuchinho é feito de veludo, ou se os dentes do lobo tinham 4 ou 5 cm. O que realmente interessa, é que a história ensina a necessidade de os filhos obedecerem aos pais. Se nos focarmos nos detalhes, chegaremos ao fim a perceber todos os detalhes do cenário em que a história se desenrola, mas nada a respeito da mensagem que ela deveria transmitir.

Da mesma forma, a história de Jesus (neste caso uma história real) não é um conjunto de factos avulso. O mais importante não é saber que o jumento com que Jesus entrou em Jerusalém era branco, ou a quantidade de moedas que Judas recebeu por trair Jesus. O que realmente interessa é vermos o que Jesus fez. Vermos a vida que ele viveu como um exemplo a ser seguido por nós.

Ao transmitir esta mensagem aos que não a conhecem ou não a vivem, pouco interessa dar-lhes uma série de detalhes já mastigados, organizados em passos para obter a vida eterna. É importante contarmos-lhes a história de Jesus. E ao conhecerem essa história, terão capacidade de decidir por si se o querem seguir ou não.

Questão: Porque pediram os discípulos a Jesus para que os ensinasse a orar?

"Sucedeu que Jesus estava algures a orar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.» Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; dá-nos o nosso pão de cada dia; perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixes cair em tentação.»" (Lucas 11:1-4)

Nas nossas igrejas nós oramos publicamente, e uma das formas pelas quais aprendemos a orar, é ouvindo as pessoas à nossa volta que já o fazem à mais tempo.

Aqui vai uma pergunta para a qual ainda não tenho resposta. Jesus orava com regularidade. Sendo assim, porque pediram os discípulos para que lhes ensinasse a orar? Será que Jesus nunca orava publicamente? Será que ele orava sempre em privado? E se sim, quais são as consequências disso para a oração pública? Como devemos nós orar?

Como Jesus intervia na sociedade?

É crença comum nos dias de hoje que a igreja necessita de instituições para ser relevante para a sociedade. É interessante que a igreja pense nisso, visto que esse caminho nunca foi o adoptado por Jesus, nem pela igreja primitiva. Aliás, o momento em que a igreja passou a ter isso, com a conversão de Constantino, foi o momento em que começou a perder a sua força, a deixar de ser uma comunidade, a deturpar as palavras de Cristo com doutrinas que não lembram a ninguém.

Alguns dizem que essa é a forma dos dias de hoje. Que para sermos relevantes na sociedade de hoje, é necessário estarmos organizados em instituições. Eu concordo parcialmente. Eu não acredito que a igreja necessite de ser uma instituição. Não sinto que a igreja, como organismo, precise ser um instituição no sentido hierárquico do termo, embora dê jeito ter representatividade jurídica. Agora, para intervir socialmente, creio que devemos sem dúvida organizar instituições de solidariedade social. Mas isso será outro assunto.

A igreja deve acima de tudo intervir na sociedade através do testemunho pessoal de cada crente. De que serve fazer uma marcha para Cristo com milhares de cristãos, quando as igrejas estão em conflito entre si? De que serve fazer um grande dia do evangélico com mais outros milhares de cristãos quando o amor de Cristo não está a ser mostrado por esses mesmos cristãos? De que serve dizer que somos cristãos quando não mostramos no dia a dia o que somos?

"De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: «Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome», mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta.
Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé. Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também o crêem os demónios, mas enchem-se de terror."
(Tiago 2:14-19)

Jesus pregava de chinelos e sem gravata

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade." (Mateus 23:25-28)

Quando Jesus veio à terra, a religião tinha-se tornado num jogo de aparências, em que as pessoas importavam-se com o aspecto exterior de santidade, mas por dentro era só porcaria. O que interessa não é a forma de vestir de uma pessoa, mas o seu coração. A forma como vamos vestidos à igreja é importante?

Parecendo que não, esta pergunta depende do que entendemos por igreja. Se entendemos por igreja sempre que os discípulos de Cristo se juntam, então ir à praia com o pessoal é ser igreja, e será ridículo ir de fato e gravata numa situação dessas. Por outro lado, se entendemos por igreja uma missa/culto semanal onde vamos, aí talvez faça sentido seguir as "regras da casa", no sentido de não escandalizar quem lá vive.

Mas a igreja é uma família. Que esquisito seria eu chegar a casa do meu pai, e ele dizer: Vai lá tirar os chinelos e pôr uns sapatos decentes! Não te quero aqui assim! Seria ridículo. No entanto certamente ele ficaria triste se eu não tivesse um sentimento próximo com ele ou com os meus irmãos. E ficaria sem dúvida triste se eu colocasse condições de vestuário aos meus irmãos para estar com eles.

Isso de gravatas e de protocolos, são coisas para pessoas que não têm relacionamentos entre si.