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Simplice

A vida é simples

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A vida é simples

A nova Internet

Ultimamente tenho pensado bastante sobre a nova internet, ou a integração na internet.

Antes cada um tinha o seu espaço privado, a sua casa ou loja, e uma espécie de páginas amarelas (google). Depois foram surgindo peças que ligavam esses espaços privados, como os feeds RSS. Já isso criou um afastamento entre o produtor de conteúdos e o consumidor. E por fim houve a mudança para as pequenas mensagens, e o que antes era a cola entre as várias partes passou a ser o centro de tudo.

Neste momento os sites e blogs perdem cada vez mais a sua razão de ser porque tudo passa a basear-se nos relacionamentos. Nós já não nos interessamos nos conteúdos por si próprios, o que nos interessa é o relacionamento que temos com quem cria esses conteúdos

Não é que isso seja mau, mas a dificuldade que isso criou é que nos dias de hoje, para que publicites os teus conteúdos, tens que criar relacionamentos com as pessoas, e a melhor forma de o fazer é estar onde as pessoas estão.

Por exemplo, no facebook na melhor das hipóteses podes colocar links para os conteúdos, mas só os teus contactos vão ligar a esses links. Se criares um post no teu blog, tens hoje muito menos visitas directas, ou mesmo acessos por RSS, do que há um ano atrás. Qualquer interacção social já não é feita nos comentários do blog, os únicos comentários são de pessoas a te fazer perguntar directamente a ti.

Se alguém comentar um post teu no facebook ou no facebook, aí sim, é criada uma dinâmica completamente diferente, e como alguns dos contactos até se conhecem entre si, pode gerar-se discussões muito interessantes.

Mas essa criação de contactos é um processo muito moroso, envolve muito tempo. Antes as pessoas vinham ter contigoi, agora tens de ser tu a ir ter com elas. Isto torna o processo demasiado desgastante. Para que é que eu vou criar um novo post no blog, se para que as pessoas o leiam, eu vou ter de andar atrás das pessoas? Não estou para isso.

Por isso deixamos de escrever no blog, e passamos a escrever pequenas mensagens no twitter ou no facebook, e com isto perde-se muito conteúdo de valor.

Isso não é tão importante para quem tem um blog para mandar postas de pescada, como é o meu caso. Mas para quem tem o intuito de publicitar o seu trabalho (um fotógrafo, um mecânico, etc) torna-se demasiado pesado. Além de desempenharem a sua profissão, têm de gastar horas por semana a criar contacto com novas pessoas através dos sites sociais.

Para quem tem um site com o qual pretende obter algum lucro (Utilizemos como exemplo o Adegga, a solução passa pela criação de aplicações em diversas plataformas (Facebook, iPhone, Android, etc). Aplicações essas que são interfaces completos para a informação do site, e que permitem uma interacção social entre os utilizadores. Mas mais importante, que essa interacção não permaneça apenas em cada uma das plataformas. Quem usa uma app iPhone para lidar com o Adegga, deve ver os comentários colocados noutra plataforma (por exemplo Facebook), e ser capaz de responder aos comentários feitos noutras plataformas.

No fundo o que se pretende é uma integração total de todas as plataformas à volta do nosso produto. O site passa a ser um repositório central que providencia dados e apis para os vários interfaces. E é possível monetizar tudo isso nas várias plataformas, principalmente através de publicidade, mas também por venda de conteúdos premium, ou venda das próprias aplicações, dependendo do modelo de negócio que faz sentido.

Nos dias de hoje não basta ter o site ou o blog. É preciso ir onde as pessoas estão, e criar lá interfaces que levem as pessoas a usar os nossos serviços.

O cristianismo e a internet

No próximo sábado estarei a dar uma palestra sobre o crisitanismo e a internet. Irá realizar-se na Igreja Evangélica Batista de Alfandanga, no Algarve, pelas 11:30, como parte de um acampamento de jovens.

Aqui fica a sinopse: "A internet está cada vez mais presente nas vidas de todos nós. Mas que papel tem o cristianismo na internet? Que cuidados devemos ter? Como é que a internet pode ajudar o cristianismo? Estas e outras questões serão abordadas, para que possamos compreender melhor a internet e como a podemos usar para comunicar."

Se quiserem e poderem, apareçam.

Agências de Viagens

O que eu não quero, quando chego a uma agência de viagens, é que a pessoa que me atende se ponha à procura de viagens pela internet. Porque se é para isso, procuro eu. A sério, ou têm programas já com preços e tudo, ou mais vale irem à procura de outro negócio. Porque senão, vão ser completamente trucidados pelos sites de viagens.

O que uma pessoa vai procurar numa loja é a possibilidade de um atendimento mais personalizado. Se a loja não disponibiliza isso, mais vale ir comprar à net.

Joost

I've just seen the future of TV, and I like it. Now, if someone could just give me an invite, I would really appreciate it.

How can I describe Joost? It's like having cable tv in your computer. But you can choose not only the channel, but also the show you want to watch. And at the same time you can chat with other people who are watching the show, use gtalk, and other nice features.

For the technically inclined, it works like a peer to peer network. Which means the more people watching it, the better it gets. The weight of it is not only in the Joost servers, but distributed around the users.

Usurpadores de domínios

Hoje está a apetecer-me torturar com requintes de malvadez os gajos que compram domínios de internet sem nunca terem intenção de lá criar um site. Só para verem se os conseguem vender por um preço maior. Era dar-lhes com um pau. Repetidamente.

Tudo isto porque queria registar um domínio para um site que tenho em vista, e os nomes bons estão todos comprados por gajos desses...

PS: Obviamente que não vou torturar ninguém, é apenas uma força de expressão.

The Social Web: Me first

Recently in the Lift Conference, I was in a workshop called Building Social Applications by Stowe Boyd. A very interesting workshop indeed, since it made me think a lot. Follow the link to get a nice resume by Stephanie.

One of the concepts mentioned was the "me first" principle: All social web is really focused in the individual, and not in the group. As individualism rules in our days, people will only participate in the social web if it has any benefit for them. What's in it for me?

I partly agree with that statement. I believe that is the absolute truth in our highly individualized modern society, but not so in the emergent post-modern society, where the tribe matters the most (more than myself). So, the dynamics for the teenagers of today may be very different, and that may result in much differences in the way we live the social internet.

Is it possible to make a social application where both societies feel welcome? Maybe it is. If we reward both the group and the individual, I think all of them will be included.

Web 2.0

Web 2.0 é o nome que decidiram dar à nova fase da internet que estamos a viver nos dias de hoje (Não gosto do nome, prefiro Web Social). Já quase tudo o que havia a dizer sobre o assunto foi dito. Mas ainda assim existe um problema: Nem todas as pessoas que trabalham na internet têm a noção completa do que é a Web 2.0. A interpretação que fazem dela tem muito a haver com aquilo que são no dia a dia.

Penso que os programadores, e outros semelhantes, têm a tendência a interpretá-la como AJAX, widgets, webservices, e coisas afins. Apesar de interessantes, a Web 2.0 não se resume a isso. Na realidade, a sua verdadeira essência não está nisso, mas sim no novo aspecto social da internet: Grupos, comentários, relacionamentos, conteúdo criado pelo utilizador (fotos, vídeos, blogs, etc), e tudo com uma simplicidade de utilização que vai ao encontro das necessidades do utilizador.

Qualquer projecto que seja lançado neste momento sem ter isso em conta, está fadado ao fracasso. Pode ter o melhor AJAX, os webservices mais fixes, e tudo o que é widgets. Mas se não tem em conta o aspecto social, está morto à nascença.

O valor da comunidade

Se o design é diferenciador, a aspecto social do site é muito mais.

Um óptimo exemplo disso é o Flickr. Porque é que o Flickr é tão usado? Porque não se limita a ser um site de fotos. É uma comunidade, onde podemos encontrar outras pessoas com os mesmos interesses, onde podemos aprender uns com os outros sobre fotografia, e onde vemos o nosso trabalho reconhecido pelos outros.

Outro exemplo flagrante é o YouTube. Porque é que é muito mais usado que o Google Video, ao ponto de o Google ter comprado o YouTube recentemente? O Google Video está centrado nos vídeos, mas o YouTube está centrado na comunidade. E embora seja verdade que muitos vão lá só para ver os vídeos, o que dá valor ao YouTube é a comunidade.

Nós fazemos os sites, mas a comunidade é que lhes dá valor. Se aquilo que criamos não tem as funcionalidade necessárias para gerar essa comunidade (grupos, comentários, lista de contactos, etc) , então mais vale dedicarmo-nos à pesca.