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Simplice

A vida é simples

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A vida é simples

Franchising

Hoje o que está em voga é fazer franchising de igrejas. Pega-se num modelo que deu resultado em algum país, e copia-se esse modelo em todo o lado, sem sofrer alterações. Parte-se do princípio que se funcionou lá, funciona cá.

Pior ainda do que isso, é quando esse modelo é visto como a única visão válida, pois ao erro da irrelevância, acrescentamos o erro do bairrismo, da separação. Não só tornamos a mensagem de Cristo irrelevante (como se isso fosse possível, na realidade apresentamos uma mensagem irrelevante porque essa mensagem não é de Cristo, mas sim uma cópia de fraca qualidade), como ainda dividimos o seu corpo.

Se queremos expandir o reino de Deus, a mensagem de Cristo tem de ser apresentada de uma forma fresca e relevante a cada geração. E isso só pode acontecer se buscarmos a direcção do Espírito Santo, que nos revela todas as coisas. E a outros Deus mostrará outras formas de expandir o seu reino, porque a mensagem de Cristo não é um pacote de franchising, a mensagem de Cristo é multiforme.

Franchising de Igrejas

Cada país tem a sua cultura, a sua forma de ser e de estar, as suas particularidades. É pena quando as organizações missonárias e os seus missionários fecham os olhos a isso, e plantam igrejas franchisadas, cópias daquilo que têm nos países de origem. Esse tipo de igreja pode até ser relevante no país de origem, mas não o são quase de certeza no país de destino.

Está na altura de isso acabar, e de começarem a surgir cada vez mais igrejas que estão de acordo com a nossa cultura, sem comprometer as verdades bíblicas. Igrejas que são um espelho da realidade portuguesa, e não da realidade americana, inglesa, ou chinesa. Igrejas que falam à nova geração. Igrejas que conseguem ver e aceitar formas diferentes de louvor e adoração. Formas diferentes de oração. Formas diferentes de comunhão.

Até o McDonalds já vende sopas e Pita Macs, mas nós ainda insistimos nos hinos, e no pastor de fato e gravata, e na rotina de culto (Louvor, Oferta, Pregação), e nas pregações não participativas, e no sei lá mais o quê. Vamos ter a humildade de aceitar que a igreja pode ser bastante diferente, e ainda assim ser igreja.