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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Uma aliança com toda a criação

Circumhorizon Arc"Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e todas as criaturas existentes na Terra." (Génesis 9:17)

O homem moderno é essencialmente egoísta. O consumismo e o indvidualismo da nossa sociedade ensinou-lhe isso mesmo. O homem vê-se como o centro do universo. Como único ser merecedor de atenção. E por isso usa todos os recursos à sua volta para seu proveito próprio. Plantas, animais, minérios, etc.

Mas a realidade é outra. Não vivemos sós no mundo. E não somos os únicos a ter uma aliança com Deus. Deus valoriza toda a sua criação, e se realmente amamos a Deus, devemos valorizar tudo o que ele valoriza (o homem, a natureza, os pobres, os fracos), e desvalorizar o que ele desvaloriza (poder, riqueza, fama). Parece-me que andamos com as prioridades trocadas...

Um Deus à nossa imagem

Um Deus que é explicável, que cabe no nosso raciocínio, é apenas uma ténue imagem de quem ele verdadeiramente é. Deus, que é infinito, não pode caber no nosso raciocínio finito. Não é possível explicar Deus, assim como não é possível traçar uma fronteira à volta do infinito.

Não basta o raciocínio para nos chegarmos perto de Deus, para vermos Deus. Precisamos de contemplá-lo, de nos maravilharmos nele. Precisamos admitir a nossa incapacidade em perceber Deus, e contemplá-lo.

Acesso directo a Deus

Jesus veio, entre outras coisas, para restaurar o relacionamento entre o homem e Deus. Graças a Jesus, hoje temos acesso directo a Deus, sem precisarmos de intermediários. Mas o homem parece ter problemas com esse conceito. Basta ver o que acontece nas várias igrejas cristãs.

Na igreja católica existem vários intermediários. O padre, os santos, e Maria. Confessam-se ao padre em vez de se confessarem directamente a Deus. Rezam aos santos e a Maria em vez de falarem directamente com Deus. Alguns chegam até a adorar Maria, quando deviam adorar somente a Deus.

Na igreja evangélica, muitos desses intermediários foram cortados. Confessam-se a Deus, e falam directamente com ele, pelo menos na maioria das vezes. No entanto continuam a ter um intermediário em muitos dos casos: O pastor. Muitos preferem pedir ao pastor que ore por eles, pois pensam que a oração do pastor tem mais poder que a oração deles. E acreditam que tem ainda mais poder se for feito no fim de um culto, na zona do altar da igreja-edifício. Como se Deus estivesse mais limitado a nos responder se a oração for feita fora desse contexto.

A culpa desta situação tem duas faces. Por um lado alguns líderes alimentam essa dependência. Por outro lado, algumas pessoas querem intermediários para não terem de se responsabilizar pelos próprios actos. E com isso perdem um dos maiores presentes que Deus nos deu, o acesso directo a ele.

Ser guiado por Deus

Todos nós podemos ser guiados por Deus. Todos nós podemos sentir essa orientação. Mas o que fazer quando duas pessoas sentem uma direcção diferente que contradiz uma com a outra?

Muitas vezes a nossa reacção é de pensar que o outro não está a perceber a direcção de Deus, porque temos certeza do que ele nos está a revelar. Mas na realidade podemos ser nós a perceber mal a direcção de Deus, ou podemos estar ambos errados. Porque nós somos seres imperfeitos, e na realidade podemos perceber tudo mal. Podemos pensar que estamos a seguir a visão correcta, mas depois ver que não estamos.

Vou ainda mais longe, podemos ambos estar certos. E talvez isso signifique que ambas as visões são para ser desenvolvidas, mas por pessoas diferentes. E isso não significa que deixe de haver união, significa apenas que Deus quer agir em duas facetas diferentes.

Quando não há unanimidade, é necessário orar e discutir, para perceber melhor a direcção de Deus. E se se der o caso de não se chegar a unanimidade, então sejamos unanimes numa coisa: Vamos respeitar o que Deus está a mostrar a cada um, e fazê-lo da melhor forma, sem pôr aqueles que pensam de forma diferente de lado.