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Simplice

A vida é simples

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A vida é simples

Cristianismo não é teoria

Cada vez mais me convenço que o cristianismo tem muito mais a haver com comunidade e prática cristã, do que com quem tem a teologia mais correcta. Aqueles que seguem os princípios de Cristo é que estão a contribuir para o crescimento do Reino de Deus, não aqueles que definem se Jesus vai vir antes ou após a tribulação, ou outras teorias similarmente irrelevantes.

O cristianismo e a internet

No próximo sábado estarei a dar uma palestra sobre o crisitanismo e a internet. Irá realizar-se na Igreja Evangélica Batista de Alfandanga, no Algarve, pelas 11:30, como parte de um acampamento de jovens.

Aqui fica a sinopse: "A internet está cada vez mais presente nas vidas de todos nós. Mas que papel tem o cristianismo na internet? Que cuidados devemos ter? Como é que a internet pode ajudar o cristianismo? Estas e outras questões serão abordadas, para que possamos compreender melhor a internet e como a podemos usar para comunicar."

Se quiserem e poderem, apareçam.

O foco do cristianismo: Vida ou morte?

Acho que o cristianismo actual está demasiado focado no futuro. O grande foco do cristianismo actual, no que diz respeito ao ser humano, é o que lhe acontece quando morre? Irá para o céu ou para o inferno? E todo o processo evangelístico anda à volta disso: Converte-te ou vais para o inferno!

O foco do judaísmo, já antes da vinda de Cristo, não era o que acontece quando morremos, mas como a vida deve ser vivida. E o Novo Testamento, que retrata a igreja nos seus primórdios, foca-se também na vida, em como ela deve ser vivida. Fala-se no que acontece quando morremos, é verdade, mas principalmente em como devemos viver de uma forma que agrada a Deus. O esforço evangelístico foca-se em as pessoas se voltarem para Deus porque ele é Senhor, e não porque assim safam-se do Inferno. Havia uma grande preocupação em amar as pessoas hoje, ir ao encontro das necessidades das pessoas, porque o foco era o hoje, a vida.

Um cristianismo focado na morte é um cristianismo irrelevante, pois esquece as necessidades à sua volta. É um cristianismo que fica simplesmente à espera que tudo acabe.

O Cristianismo é uma religião oriental

Neste artigo a autora mostra-se chocada por haver algumas pessoas que afirmam que o cristianismo é uma religião oriental. Bem, eu sei que algumas pessoas têm dificuldades com mapas, mas se a minha memória não me falha, Jerusalém fica no oriente, e foi lá que o cristianismo começou.

O que a preocupa, e a outras pessoas que pensam como ela, é que se o cristianismo é uma religião oriental, então, como diz Paul, talvez não seja uma religião altamente racional, teórica, permeada de pensamento iluminista, e focada em doutrina. Se calhar, como o judaísmo e quem sabe a igreja primitiva, é uma religião bastante emocional, comunitária, e focada na prática. E isso foge bastante da tradição cristã ocidental.

Não será caso que o cristianismo pode ter doutrina, e ao mesmo tempo emoção, comunidade, e prática? Ou será que o cristianismo tem de ser uma religião de rituais e doutrinas que não influenciam a vida dos cristãos na prática?

Ocidentalização da igreja

O cristianismo começou no oriente, e não no ocidente. No entanto, devido a questões históricas das expanção do cristianismo, hoje em dia o cristianismo é considerado ocidental. E a maioria dos cristãos tem uma mentalidade ocidental.

Na realidade, o cristianismo não é nem ocidental nem oriental. O cristianismo é acultural. O que não é acultural é o evangelismo feito nos dias de hoje. Hoje, quando evangelizamos, temos a soberba de também culturalizar, comprometendo a universalidade da mensagem de Cristo.