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Simplice

A vida é simples

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Cristo revisitado - resposta de uma leitora

update: Este email foi enviado pela senhora Maria porque não conseguiu comentar aqui no blog, devido ao sistema de proteção de spam. Foi por essa razão que o coloquei aqui.

Recebi um email recentemente de alguém que leu o meu artigo sobre o livro "Cristo revisitado". Desculpem a capitalização das letras, mas o email veio mesmo assim. Passo a transcrever o conteúdo:

CARO SR. NUNO BARRETO,

QUANDO SE ESCREVE UM LIVRO SOBRE UM TEMA TÃO CONTROVERSO COMO ESTE, É LÓGICO QUE SE ESPEREM CRÍTICAS. NO ENTANTO, HÁ CRÍTICAS E CRÍTICAS...

PELO QUE CONSIGO DEPREENDER NO SEU SITE, O SR. É CATÓLICO CONVICTO, PRATICANTE, TEMENTE A DEUS, ETC.

COMO CONHECEDOR DA BÍBLIA E DA VIDA DE JESUS CRISTO, TEM A OBRIGAÇÃO DE SABER (OU DEVERIA SABER) QUE ESTA NÃO É, DE TODO, A FORMA MAIS CORRECTA DE COMENTAR, OU PELO MENOS, CREIO QUE NÃO SERIA A MANEIRA COMO JESUS CRISTO GOSTARIA QUE OS SEU FIEIS O FIZESSEM…

QUANDO DIZ “Basicamente, o homem não sabe escrever.”, AFINAL QUE RESPEITO É ESSE PARA COM UM HOMEM QUE TEM IDADE PARA SER SEU PAI? PARA QUEM DIZ QUE “ …devemos ver a vida que ele viveu como um exemplo a ser seguido por nós”, NÃO SERÁ “UM POUCO” DESRESPEITOSA ESTA FRASE? QUE BEM ME LEMBRE, DEUS NÃO É APOLOGISTA DE FALTAS DE RESPEITO A OUTRÉM.

E JÁ AGORA REVEJA TAMBÉM A FORMA COMO ANALISA A ESTRUTURA GRAMATICAL DOS OUTROS (“…E não, não é por usar palavras caras, é mesmo por fraca estrutura gramatical…”). APROVEITEI PARA PERDER ALGUM TEMPO A LER OS OUTROS ARTIGOS QUE ESCREVEU NO SITE. DEIXE-ME QUE LHE DIGA, FAÇA UMA REVISÃO À FORMA COMO ESCREVE:“…Em vez de focarem-se…”, “…Há muitas coisas que podem melhorar a fotografia digital. Além de sensores maiores e com menos ruído, e esse tipo de coisas mais banais, existem três coisas que gostava de ver cada vez mais…”…

CRITICAR É TÃO FÁCIL, NÃO É? DÍFÍCIL É SABER CRITICAR! E MAIS DIFÍCIL AINDA É SABERMOS ANALIZAR OS NOSSOS DEFEITOS ANTES DE CRITICAR OS DOS OUTROS!

MARIA MIGUEL SOARES MENDES
(CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA PRATICANTE)


Respeito todas as opiniões, obviamente. Mas gostaria de ressalvar algumas coisas. Primeiro, sou cristão, mas não sou católico. Segundo, eu acredito que deve haver liberdade de crítica, embora respeite que outros tenham outra opinião. Acho que a ausência de crítica é razão de muita violência na nossa sociedade. Terceiro, não me parece que a forma como Jesus criticava os escribas e fariseus fosse simpática. Quarto, sou mau escritor, e tenho lacunas gramaticais óbvias. Quinto, sou uma pessoa cheia de defeitos.

Posto isto, e revendo o artigo em questão, arrependo-me de ter dito: "Basicamente, o homem não sabe escrever.", porque mesmo sendo verdade, é algo que não deve ser dito. Independentemente da idade do senhor.

Cristo Revisitado por António Sérgio Pessoa

Recentemente, dia 3 de Julho, fui ao lançamento do livro Cristo Revisitado. Uma colega minha soube do acontecimento, e convidou-me. Interessei-me pelo livro, e acabei por comprá-lo, devidamente autografado pelo autor. O livro analisa a história de Jesus e da formação do cristianismo, que é um tema que sempre me interessa.

Tenho que dizer. Há muito tempo que não lia um livro tão mau. Aliás, vendo bem, acho que nunca li um livro tão mau. Por várias razões.

Primeiro, está mal escrito. Há frases mesmo mal feitas, que temos que ler duas e três vezes para perceber o significado. E não, não é por usar palavras caras, é mesmo por fraca estrutura gramatical. Basicamente, o homem não sabe escrever.

Bom, mas isso seria o menos, se ao menos o conteúdo tivesse qualquer tipo de valor. Depois de chegar à página 89 (de um total de 292), desisti de continuar a ler. É que o raciocínio não tem por onde se pegue. É claramente defensor de Cristo como um mito, mas usa muitas argumentações falsas, que qualquer pessoa conhecedora das Escrituras vê que o são.

Por exemplo, afirma que Paulo era gnóstico. Sim, o mesmo Paulo que escreveu várias epístolas a atacar o gnosticismo. Além disso usa argumentações que já foram refutadas há muitos anos, que já nenhum dos defensores de Cristo como mito usam. É mesmo muito mau. Eu gostava de ter lido coisas que me fizessem pensar "será que ele tem razão?". Mas o livro é tão fraco que em 89 páginas não houve uma única teoria que fizesse pensar. Como se não bastasse, confunde o cristianismo com o catolicismo, mas isso é comum em Portugal.

O livro é mesmo tão mau, que nem a paginação ou o layout se aproveita. As letras são muito pequenas, as margens ainda mais, e o aspecto das páginas tem mau aspecto. Se os livros da VoxGo são todos assim, têm de repensar isso.

Se tivesse de falar bem de alguma coisa deste livro, teria de dizer que a única coisa mais ou menos é o grafismo da capa, embora estragado com um símbolo enorme da VoxGo, a Editora do livro.

Em suma, não acrescenta nada. É um livro completamente irrelevante.