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A vida é simples

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Justificação

Ontem, na mesma conversa do post anterior, falámos sobre a justificação. A diferença entre a forma como nós vemos a justificação, e a forma como os judeus no tempo de Cristo viam a justificação.

Uma parte da Bíblia que não tem lógica nenhuma quando pensamos no nosso conceito moderno de justificação, encontra-se no capítulo 38 de Génesis. Vale a pena ler com atenção, mas resumido diz que foi prometido a uma mulher que certo homem casaria com ela. Como a promessa não foi cumprida, ela disfarçou-se de prostituta, e enganou-o de forma a ele casar com ela. Aos nossos olhos, ela usou de engano, e não há justiça neste acto. No entanto, o versículo 26 diz que: "Judá reconheceu-os e disse: «Ela é mais justa do que eu, pois é verdade que não lhe dei o meu filho Chelá.»". A questão de justificação para o povo judeu não estava no acto ser bom ou mau, mas na questão de fidelidade. Ela foi justa porque foi fiel ao que tinha sido combinado, e não porque agiu de forma ética (até porque foi tudo menos ética).

Nós cristãos somos justificados pela fé, sem dúvida, mas a decisão que tomámos foi de sermos fiéis a Cristo. E é nesse acto de decidirmos ser fiéis a Cristo que somos justificados. É assim que o judeu nos tempos de Jesus entendia a justificação. Claro, como parte de sermos fiéis a Cristo devemos também agir de forma ética. Mas isto faz-nos lembrar estas palavras de Tiago: "De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo?" (Tiago 2:14). Não que a salvação venha pelas obras (Efésios 2:8-9), mas as obras fazem parte da fé. E não existe fé sem obras.

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