Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Os blogs como fonte de informação

Não sei se estão todos a par da recente polémica que envolveu o livro "O Equador" (o qual li e recomendo) de Miguel Sousa Tavares. Houve um blog que acusou o autor de plágio, mostrando alguns exemplos. Mas ao que parece não houve plágio nenhum, só que a imprensa pegou nessa informação, e transformou-a em notícia. Notícia essa que acabou por aparecer em tudo o que é jornal, em especial no Público.

Vai daí, o Miguel Sousa Tavares resolve atacar a blogosfera: "O que já sabia dos blogues confirmei: em grande parte, este é o paraíso do discurso impune, da cobardia mais desenvergonhada, da desforra dos medíocres e dessa tão velha e tão trágica doença portuguesa que é a inveja. Mas fiquei a saber, e não sabia, que os blogues, mesmo anónimos, são uma fonte de informação privilegiada e credível para o nosso jornalismo."

Permitam-me discordar. Os blogs não são o problema. Os blogs são mais uma fonte de informação, que merece, na minha opinião, a atenção da imprensa. Assim como merece o boato que surge na rua. Ou a carta anónima que é enviada para a redacção.

O problema é como essa informação é tratada. O problema, na realidade, está na própria imprensa, nos próprios jornalistas, e na forma descabida como lançam notícias sem confirmar o que as suas fontes dizem (sejam blogs ou não). Na pressa de publicar a notícia, ninguém vasculha as fontes. O que interessa é terem um destaque que venda mais que o jornal do lado.

Como já disse antes, ainda não houve uma única notícia, da qual eu tivesse conhecimento, que fosse devidamente relatada na comunicação social. Os jornalistas, na generalidade, deturpam a realidade. E porquê? Porque são maldosos? Porque não se interessam pela verdade? Porque são incompetentes? Porque interessa-lhes mais a manchete que a notícia? Talvez. Mas para mim, a verdadeira causa, é a pressa de publicar a notícia. Os jornalistas normalmente têm muito pouco tempo para analisar as fontes de uma notícia. Há uma pressão da redacção para ter aquela notícia pronta rápido. E na maioria dos casos, não é em meia-hora que um jornalista consegue avaliar as fontes, ainda mais quando tem várias notícias a reportar durante o dia.

Como em muitas áreas hoje em dia, as coisas têm de estar prontas ontem. O que interessa, infelizmente, é a quantidade (e se for espectacular ainda melhor), enquanto que a qualidade, fica relegada para segundo plano.

4 comentários

Comentar post