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Simplice

A vida é simples

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Mudanças

Finalmente, após ano e meio de estar a viver em Genève numa casa sub-alugada de forma ilegal, consegui alugar uma casa decente e legal. Dois quartos, 85 m2. Mudei-me no sábado passado. Quando conto como as coisas são por cá no que diz respeito a casas, as pessoas olham para mim como se estivesse a falar de uma realidade de outro planeta.

Aqui em Genève, para se conseguir alugar uma casa, é o cabo dos trabalhos. Existem menos casas do que pessoas à procura delas, o que faz com o que o processo seja complicado e difícil. É o problema contrário ao de Portugal, onde em vez de serem os inquilinos a procurar casa, são os proprietários a procurar inquilinos.

Primeiro que tudo, há que fazer um dossier de candidatura para alugar uma casa. Nesse dossier, é preciso incluir fotocópia de passaporte e permissão de trabalho, recibos dos salários dos últimos 3 meses (de cada pessoa que vai habitar), cartas de recomendação dos patrões (isto nem sempre é pedido), carta de motivação (porque é que a casa é a ideal para nós), formulário próprio de cada imobiliária (são elas que tratam dos alugueres), e declaração do estado de Genève a dizer que não temos dívidas nenhumas. Se faltar uma única coisa na lista, não temos nenhuma hipótese de conseguir casa.

Por isso existe também um mercado paralelo de sub-alugueres ilegais, que são a única hipótese para quem acaba de chegar (um dos requisitos é recibos dos salários dos últimos 3 meses, e quem acaba de chegar obviamente que não os tem).

Depois, é preciso ir visitar a casa, onde nos apercebemos que foram mais 50 ou 100 pessoas ver a casa, e que a maioria também se candidatou à mesma. É entregar o dossier à imobiliária, e esperar ser uma das 3 pessoas escolhidas que terão o seu dossier a ser entregue ao proprietário, que depois escolherá uma delas.

Nesta realidade, há formas de ter mais hipóteses de conseguir casa dependendo de determinados factores, que normalmente seguem esta ordem:

1. Conhecer alguém na imobiliária (factor cunha)
2. Ser funcionário de uma multinacional que tem acordos com imobiliárias
3. Ser Suíço (muitas vezes nem precisas ter trabalho, conheço casos)
4. Ter um grande salário
5. Ser o primeiro a ver a casa
6. Fazer um choradinho na carta de motivação, a dizer que estás a morar na rua

É uma realidade bastante diferente da portuguesa

Nos próximos tempos vou colocar uns artigos sobre o processo no meu outro blog, O Emigra, para quem estiver interessado em saber mais.

Tokyo, I'm On My Way! by Puffy Amiyumi



Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!
Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!

We’re racing down the highway,
That’s always on our mind
We’re thinking about tomorrow,
And going back in time
Our final destination is really so sublime,
It’s home!
Our hands are out the window,
The miles are counting down
Just waiting for the moment,
When we get back in town
We’ll meet up with our friends and we’ll turn it upside down,
It’s home!

Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!
Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!

We kick it with our friends,
And we scare our enemies
We’re laughing at the world,
Just like Thelma and Louise
The ones that cross our paths,
Well we’ll bring them to their knees Yeah so
No more sorrow now it’s on for me and you
We’re together now,
We’ll always make it through
All our cares are gone when we get back again,
Oh Yeah

Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!
Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!
Tokyo, I’m on My Way!
In my brand new auto, it’s not so far away
Tokyo, I’m on My Way!
I’m going to be in love!
I’m going to be in love!

Tokyo - Kyoto - Osaka - Hiroshima

Dia 26, querendo Deus, vou fazer a viagem que sempre quis fazer toda a minha vida: vou ao Japão! Num espaço de 2 semanas, visitarei as cidades de Tokyo, Kyoto, Osaka e Hiroshima (e outras zonas perto das mesmas. Vai ser a concretização de um sonho :)

A viagem fui eu e a Paula que planeamos, em todos os detalhes: Os sítios a visitar, o avião, o hotel, tudo. O mundo da internet ajuda bastante, nesse aspecto.

Vamos voar com a Finnair, que tem alguns dos voos mais baratos para o Japão, e o mais importante, as rotas mais curtas. Compramos os bilhetes no site. Dia 26 fazemos Genève - Helsinqui - Tokyo, e dia 10 de Maio fazemos Osaka - Helsinqui - Genève.

Quanto a hotéis, acabamos por usar o site Agoda, que permite encontrar hotéis baratos em todo o mundo. Experimentei outros sites, mas este foi o que gostei mais.

Agora só falta comprar o Japan Rail Pass, que nos permitirá andar nos comboios todos durante uma semana, e teremos tudo preparado.

Vai ser uma viagem muito especial. Depois conto a experiência, e mostro umas fotos :)

Fotografar Casamentos

DSC_0123
Fotos do casamento da Cátia e do Ruben

No dia 21 fiz algo que nunca pensei vir a fazer: Fotografar um casamento. É preciso saber que foi um pedido muito especial, visto que o noivo é irmão da minha Paula. E o que eles queriam mesmo era não gastar dinheiro com um fotógrafo a sério. E pronto, lá fiz o sacrifício de fotografar o casamento. Mas a verdade é que até gostei de o fazer. Eu, que detesto ir a casamentos, gostei de fotografar este.

Uma vez que não tinha experiência, houve muita coisa que não correu como eu gostaria, há muitas fotos que não saíram bem, houve oportunidades perdidas. Além disso houve algumas condicionantes em termos de luz, e não se faz omeletes sem ovos. Mesmo assim, estou contente com o resultado de algumas fotografias. Dêem uma olhada na galeria de fotos do casamento da Cátia e do Ruben, para julgarem por vós mesmos (também disponível em Slideshow).

Fotografar casamentos tem os seus quês. O vestido da noiva é difícil, porque fica facilmente demasiado branco, perdendo o detalhe. E existem momentos que temos de ter a certeza de não perder (alianças, o beijo no fim da cerimónia, etc). E depois existem os convidados, que são uns chatos de primeira (mesmo neste caso, em que as fotos são grátis, quiseram tirar fotos com as próprias máquinas, o que gerou algumas fotos em que cada um olha para o seu lado). Mas pelo menos neste caso, foi divertido.

E depois existem as questões técnicas. Temos de ter bastante espaço no cartão (eu tinha 20GB, usei 6GB para 450 fotos), e pilhas suficientes para o Flash (levei muito mais do que precisava, acabei por usar 8). E temos de ter cuidado para as pilhas não acabarem num dos momentos fulcrais (no meu caso aconteceu-me no exacto momento das alianças, o que vale é que os votos eram compridos, e deu tempo de trocar as pilhas).

Posso dizer que não é fácil, exige muito de nós. São várias horas de atenção e esforço físico (a sério, fiquei a suar), e temos de lidar às vezes com situações complicadas. O truque é estar sempre alerta, e ser bastante flexível. E gritar com os convidados de vez em quando :)

Para os mais técnicos, as ferramentas foram a máquina Nikon D300, o flash Nikon SB-600, e a lente Sigma 17-70mm f2.8-4.5 DC Macro HSM. Todos eles portaram-se bastante bem, se bem que melhor equipamento podia ter ajudado em algumas situações específicas.

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