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Simplice

A vida é simples

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O respeito muda a vida

Alguns infelizes comentários no artigo anterior fizeram lembrar-me de uma campanha que existe aqui na Suíça, e que acho muito interessante: Le Respect Ça Change La Vie (O respeito muda a vida). É uma campanha que alerta para a necessidade de respeitar os outros, sejam quais forem as suas origens, classe social, etnia, profissão, etc.

É curioso que aqui, onde o respeito pelos outros é algo que ultrapassa em grande escala todos os países por onde já passei, mesmo assim sentem necessidade de ter uma campanha a incentivar as pessoas a se respeitarem mais umas às outras.

O contraste com Portugal é mais que evidente. Em Portugal é mais a lei do desenrasca, e que se lixem os outros. O que interessa é o Eu, o proveito próprio. E vá de criticar e gozar com tudo e todos, não importa quem se magoa no processo. Isso acontece também porque o português tem falta de auto estima e de amor próprio, e para não se sentir o pior, tem de criticar e deitar abaixo os outros.

Depois de mais de 9 meses a viver numa sociedade onde o respeito mútuo é uma realidade, posso dizer que sim, é verdade, o respeito muda a vida. A nossa, e a dos outros.

Aviação Low-Cost

Recentemente tem havido alguns problemas com os aviões, e em muitos dos casos têm-se tratado de empresas de aviação Low-Cost. E o facto tem sido aproveitado para se apontar o dedo à falta de segurança nas empresas Low-Cost. Obviamente que o tema me interessa precisamente porque a minha esposa trabalha como hospedeira numa dessas empresas.

Diz quem viu, que quando foi o acidente da Spanair (por curiosidade, a Spanair nem faz parte da lista das Low-Cost) na semana passada, foi um piloto da TAP para o telejornal falar sobre o tema, e dizer, do alto da sua sabedoria, que é incrível como é que essas empresas conseguem vender bilhetes tão baratos, e que para isso ser possível, é claro que têm de cortar em algo, e claro que esse algo tem que ser a segurança, e depois acontecem estes acidentes.

Nem sei por onde hei-de começar. Se pela total ignorância mostrada por quem diz esse tipo de coisas, ou se pela falta de rigor jornalístico de se dar tempo de antena a uma empresa para falar mal das concorrentes.

Vou começar pela falta de rigor jornalístico. Se convidam um piloto da TAP para falar sobre as Low-Cost, que são precisamente as empresas que se estão a safar melhor e a custar muitos passageiros à mesma TAP, estão à espera de quê? Que ele seja imparcial e idóneo? Obviamente que ele vai aproveitar o tempo publicitário grátis para falar mal da concorrência para conseguir sacar clientes à concorrência. Parece-me mais do que óbvio.

Quando à ignorância, o modelo de negócio das Low-Cost é bem conhecido. Não, não é na segurança que eles cortam. A maioria tem aviões muito recentes, e a manutenção dos aviões e o tempo de horas de voo dos empregados são segundo regras estabelecidas internacionalmente, e que todas as companhias têm de respeitar. E não as empresas "normais" não fazem mais manutenção do que a que precisam de fazer, porque também estão interessadas em ter lucro. O modelo é simples: O preço dos bilhetes serve para pagar o custo do voo, o lucro vem daquilo que se vende no voo, e no facto de se cortar nas regalias do cliente (os bancos têm menos espaço, não há comida ou bebida grátis, paga-se a bagagem, não há almofadinhas nem mantinhas, etc).

O que fazia falta às empresas de aviação "tradicionais" era rever o seu modelo de negócio para se adaptar às novas realidades, em vez de se fecharem na sua pseudo-realidade a falar mal de quem tem modelos de negócio que funcionam.

Lei de Darwin: Adaptem-se ou morram.

Um ano de FrozenFlower

Nem dei por isso, mas fez no dia 13 de Agosto um ano de existência do FrozenFlower.

Qual é o balanço? Acho que positivo, embora queira ver ainda mais. Somos 30 membros, temos cerca de 100 pessoas a nos visitarem por dia (incluindo os feeds RSS), a mailing list funciona moderadamente bem, e penso que atingimos um bom nível de qualidade fotográfica. Somos 30, mas já tivemos umas boas duas dezenas de candidatos. Como o objectivo é a qualidade, não a quantidade, há muitos que são rejeitados, mas sempre por votação por parte dos membros.

Há várias coisas que quero melhorar em breve. Já estou a trabalhar numa nova versão com mais funcionalidades para os membros (áreas de utilizador, votações mais automatizadas, participação com artigos sobre fotografia no blog), além de modificar um bocado o design e a estrutura do site, mantendo a essência do mesmo. Acho que vai ficar bastante melhor.

Top 20

Aqui fica um apanhado das minhas 20 melhores fotos segundo os membros do Flickr. Concordo com a maioria, mas há uma ou outra que acho que estão a mais na lista...

Your favorites

1. I'm so cool!, 2. Tucano, 3. Que soneira!, 4. Joaninha, 5. Circumhorizon Arc, 6. Bufo-de-bengala (Bubo bengalensis), 7. A, 8. Que grandes dentes tu tens..., 9. Pavão (Pavo cristatus), 10. Common Blue (Polyommatus icarus), 11. The perfect beach..., 12. Suricata (Suricata suricatta), 13. Monarch (Danaus plexippus), 14. Arara-azul-e-amarela (Ara ararauna), 15. Jet d'eau, 16. Girassol, 17. Arara, 18. Pega azul (Cyanopica cyanus), 19. Swallowtail (Papilio machaon), 20. Milhafre-real (Milvus milvus)

Nikon 105mm f/2.8 Micro

A mosca
Já há muito tempo que queria ter uma lente macro, para poder fotografar a natureza de outra perspectiva. Recentemente comprei a Nikon AF-S VR 105mm F/2.8 IF ED Micro, e não estou nada arrependido, é uma grande lente.

Uma lente macro permite-nos uma perspectiva muito mais aproximada daquilo que se pretende fotografar. Nada como uma fotografia para explicar a diferença. Em termos práticos é a diferença entre isto (tirada com uma lente que já permite uma aproximação maior do que as normais):

Platycnemis pennipes
E isto (tirada com a Nikon 105mm Micro):

Platycnemis pennipes
De lembrar que estas são as tais donzelinhas de cerca de 4cm.

A qualidade da lente é excepcional a todos os níveis, excepto nas aberrações cromáticas (embora não seja um problema muito grande). Tem uma óptima definição, é uma lente muito bem construída e sólida, tem estabilizador e motor interno, enfim, é uma lente muito completa. Recomendo vivamente.

Críticas aos atletas

Hoje tive mais uma vez vergonha dos portugueses. Não, não estou a falar dos atletas que estão a competir nos jogos olímpicos. Estou a falar dos que criticam os atletas por tudo e por nada. Eis algumas das pérolas:

1- "Quando se quer e se é realmente bom (não é o caso da maioria dos nossos atletas, que parecese que vão passar férias)"
2- "quando os atletas portugueses tiverem a humildade suficiente ai[sic] sim começam a ganhar medalhas"

Estes são tirados de um só artigo, mas são apenas um exemplo do que se diz por tudo o que é comentários dos jogos olímpicos. É triste, e reflecte uma das características portuguesas que mais detesto: A crítica dos outros a torto e a direito. Das suas capacidades, mas também das atitudes, e até dos resultados. Primeiro é porque são uma porcaria. Se não são uma porcaria, têm falta de humildade, ou não se esforçam o suficiente. Se consegue a medalha de bronze ou de prata, é um falhado porque não conseguiu a de ouro. Se ganhou a de ouro, teve sorte.

Este tipo de comentários vem de pessoas invejosas e mesquinhas. Quem faz esse tipo de comentários sente-se mal com o sucesso dos outros. Sente-se tão mal, que tem de deitar abaixo esse sucesso, porque o sucesso dos outros só faz lembrar o falhanço que essas pessoas são. Não estão nem perto de conseguir fazer o mesmo que os outros, e ainda se dão ao luxo de criticar quem sabe.

O argumento a que acho mais graça é o de que "estão lá de férias", ou que "já ganham muito por isso não se esforçam". Como se um atleta, qualquer que ele for, não deseje mais ganhar do que todos os supostos adeptos de sofá. Sejam eles jogadores de futebol da selecção, ou atletas dos jogos olímpicos.

O sucesso dos outros não deve ser criticado, deve ser apoiado, elogiado, reconhecido. E sucesso não é só ser o primeiro. Já estar nos Jogos Olímpicos é um grande sucesso, milhões tentaram e não conseguiram. Qualquer que seja o resultado é bom. Ao menos que haja o mínimo de respeito.

Programas de tratamento de fotos

Desde que tenho o iMac que tenho estado a experimentar programas de tratamento de fotos. Antes usava o iView Media Pro principalmente porque era o único que o meu iBook G4 conseguia correr sem congelar. É muito bom em termos de organização das fotos, mas deixa muito a desejar no tratamento de fotos RAW. Talvez a nova versão (agora que foi comprada pela Microsoft é Microsoft Expression Media) seja melhor, mas eu tenho microsoftofobia, por isso desisti dessa opção de imediato. Para já tenho estado a testar 3 aplicações:

Apple Aperture 2

O Aperture até agora está a ganhar por uma razão muito simples: Facilidade de utilização. O que mais gosto é a possibilidade de edição em fullscreen, e a facilidade com que passo de umas fotos para outras.

Em termos de features está muito ao nível dos outros, embora se possa dizer que alguns filtros não estão tão bons (como por exemplo o de limpeza de ruído). Só existe para Mac OS X, o que é uma limitação para muitos utilizadores.

O grande problema nele até agora é o peso em termos de memória. Quando o pus a importar várias pastas ao mesmo tempo, ele conseguiu praticamente congelar o meu iMac (na altura com 2Gb de ram, agora já tem 4Gb). Mas na utilização normal (importar as últimas fotos que tirei, tratá-las, etc) porta-se bem mesmo com 2Gb.

Adobe Lightroom 2

O Lightroom é mais leve que o Aperture. Os tais 2Gb chegam e sobram. Alguns dos filtros são melhores que os do Aperture, mas nada que influencie verdadeiramente o que eu costumo fazer. Tem ainda a vantagem de funcionar em Windows, e ter uma integração melhor com o Photoshop.

O que eu não gosto tanto nele é o interface. É bom, mas o do Aperture é melhor, principalmente graças ao fullscreen (embora isto seja sempre um bocado subjectivo).

Nikon Capture NX 2

Visto que a minha máquina é uma Nikon, o Capture NX é o que consegue resultados com melhor qualidade. Estamos a falar de pormenores, mas vistos à lupa, é o melhor a converter os ficheiros RAW da Nikon (percebe-se porquê). Além disso dispõe de uma tecnologia chamada U Point, que permite o tratamento localizado de determinadas áreas da imagem de uma forma mais fácil (O Dodge & Burn do Aperture e do Lightroom podem fazer o mesmo, mas dão mais trabalho, não é bem a mesma coisa). É verdade que há plugins com a tecnologia U Point para Aperture e para Lightroom, mas pagam-se bem caro. Além disso, é bastante leve em termos de memória.

O problema para mim é o interface. Não é mau, mas também não é bom. É assim assim. Consigo fazer tudo muito mais rápido com os outros dois programas. E se é verdade que o Capture NX permite um resultado final melhor (embora pouco visível), também é verdade que é muito mais demorado chegar a esse resultado.

Conclusão (para já)

Ainda estou a testar todas as aplicações, e estou a pôr algum esforço na aprendizagem do Capture NX para ver se as limitações de facilidade de utilização desaparecem. Mas para já, a escolha é o Aperture. Pode não ter os melhores filtros ou não ser o melhor conversor dos ficheiros RAW, mas no fim das contas, as diferenças de qualidade de imagem são mínimas (pelo menos para mim), e a facilidade de utilização acaba por ter um peso muito grande para mim. Não quero passar o dobro ou o triplo do tempo a tratar as minhas fotos só para ter um ganho mínimo na qualidade final.

E vocês? O que andam a usar? E porquê?

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