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Simplice

A vida é simples

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Lista de aniversário 2008

Dia 31 lá é o meu aniversário outra vez. Para não quebrar a tradição dos últimos 2 anos, aqui fica a minha lista para este ano (por ordem de preferência, para variar):

- Computador Apple iMac 24" (A Paula ofereceu-me)
- Máquina Fotográfica Nikon D300 (Já cá canta :) )
- Objectiva Nikon AF-S VR 105 mm f/2.8G IF-ED (Já ofereci a mim mesmo)
- Flash Nikon SB-600 (Já ofereci a mim mesmo)
- Objectiva Sigma APO 70-200mm F2.8 II EX DG MACRO HSM
- Objectiva Sigma 10-20mm F4-5.6 EX DC HSM
- Objectiva Sigma 17-70mm f2.8-4.5 DC Macro HSM (Já ofereci a mim mesmo)
- Tripé Manfrotto 055XPROB (Acabou por ser no Natal)
- Cabeça de Tripé Manfrotto 322RC2 (Acabou por ser no Natal)
- Zeiss Diascope System Photo Adapter
- Telemóvel Sony Ericsson K530i (Já ofereci a mim mesmo)
- Telemóvel Apple iPhone 3G (Já não quero)
- Jogo Wii Mario Karts
- Jogo Wii Fit
- Paz no mundo (ouvi dizer que está esgotado há muito tempo)

E prontos, é mais ou menos isto. Há muitos itens repetidos, mas a culpa é vossa, que não me oferecem :P

Blogs e comentários

Se calhar sou só eu que acho isto, mas aqui vai: Os blogs não têm razão de ser sem comentários. Até digo mais. Uma pessoa que tem um blog e que não permite que sejam feitos comentários, das duas uma, ou está na blogosfera só para mandar bocas sem querer sofrer as consequências das mesmas (ou seja, tem intenções maliciosas), ou não percebe nada do que é a blogosfera e está nisto só por moda.

Ah, e tal, não estou para aturar os comentários dos outros. Tretas. Não estão para aturar os comentários, não ponham artigos polémicos. E se os comentários são despropositados, apaguem-nos. Mas se têm razão de ser, admitam o erro. Além disso as pessoas são livres de ter opinião diferente.

Ah, e tal, recebo muito spam. Bom, essa até engulo, mas com um bocadinho de cuidado, isso resolve-se. A maioria das plataformas que existem por aí têm boas soluções anti spam. No meu blog, como fui eu que fiz, "inventei" o meu próprio filtro, que é um truque muito simples. Até agora, quase zero spam (espero que continue).

O truque no meio disto tudo, é não usar o blog para dizer coisas que não eramos capazes de dizer pessoalmente. Quer dizer, criem um blog para isso se quiserem, sem comentários. Mas para mim é uma atitude estúpida. Falem do que vos vai na alma, e respondam aos comentários que vierem com respeito, sinceridade, e de cabeça fria. Todos ganharão com isso. Os donos dos blogs, que não se tornam "detentores da verdade" e aprendem umas coisas, e os utilizadores, que podem criar uma conversação com o autor.

Porque se o que fazemos na vida não é para criarmos relacionamentos e evoluírmos, o que é que andamos aqui a fazer?

Portugal e a crise do petróleo 2

Esqueci-me de dizer algo importante no outro artigo.

Então os camionistas põem o País em estado de sítio, e o governo fica a olhar para a situação impávido e sereno? As forças de ordem ficam a observar? Propriedades são destruídas, pessoas são vítimas de violência, morre uma pessoa, e o estado lamenta? É o melhor que conseguem fazer? Chama-se a isto um estado de direito?

Ah, tinha-me esquecido. Estamos em tempo de férias, o estado de direito está a banhos no Algarve, as forças de ordem estão entorpecidas com o calor, e o povo embevecido com o futebol.

O Euro 2008 aqui na Suíça

O sítio onde trabalho fica exactamente entre o estádio de Genève, onde vai acontecer o próximo jogo de Portugal, e o centro da cidade. Desde que cheguei aqui hoje de manhã que ainda não tive sossego.

É buzinas, é cornetas, é gritaria, é música pimba, é folclore, é carros todos pintados como a bandeira, enfim. Nada como os portugueses para fazerem barulho :)

Portugal e a crise do petróleo

Não é meu hábito falar muito deste tipo de coisas, mas acho que a situação chegou a um ponto, que não posso deixar de falar. Olhar para o que se passa em Portugal, principalmente agora que vivo num país que funciona, causa-me algumas emoções.

Não é novidade nenhuma que Portugal está mergulhado numa crise. Tudo isto que, pensa o povinho, por culpa do petróleo. O petróleo tem aumentado devido a especulação, todos sabemos disso. E culpa-se as gasolineiras por aproveitarem-se da situação (o que num mercado livre, com a lei da oferta e da procura, seria natural). Mas se formos ver o relatório da autoridade de concorrência vemos que sim, as refinarias ficam com uma boa fatia do preço final (sempre foi assim). Mas mais de metade do valor do gasóleo vai em impostos para o estado, e bem mais de metade do valor da gasolina também. Na realidade, se fizermos bem as contas, as gasolineiras estão a fazer uma margem de 1 ou 2 cêntimos de lucro em cada litro que vendem. Posto isto, é fácil de perceber as conclusões do relatório da concorrência, é que a fatia de impostos é tão alta, que nem há espaço para uma grande variação de preços, já que estão todos a praticar preços mínimos (daí perceber os preços serem tão parecidos). Se estivessem a ter lucros de 20-30 cêntimos, e os preços estivessem iguais em todas, aí sim, era caso para desconfiar.

É claro, o povinho não faz contas. Ou melhor, faz, comparando com a vizinha espanha, que devido a baixos impostos nos combustíveis, tem preços bastante mais baixos (aqui no resto da Europa, excepto Suíça, o preço é sempre mais caro). E diz que a culpa é das gasolineiras. Na realidade, a culpa é da especulação do preço do crude. E se quisermos até podemos culpar o governo, por não ter impostos mais baixos, por ser "ladrão". Ah, mas esperem lá, o governo somos nós! Se o dinheiro não vier daí, tem de vir do bolso de todos os portugueses, aumentando o IVA, ou o IRS, ou algo parecido. Sim, porque não sei se repararam, Portugal está na bancarrota, e não deve demorar muito para afundar de vez.

E no meio disto tudo, primeiro foram os pescadores que fizeram greve, violando pelo caminho os direitos dos outros, destruíndo peixe e tudo. Agora são os camionistas que estão em greve, e andam a fazer piquetes para impedir os querem trabalhar, chegando já a várias situações de violência.

E no fim das contas, o que é que eu retiro de tudo isto? O povo potuguês é, no geral, um povo ignorante, egoísta, e bruto. Ignorante no que diz respeito às questões económicas e políticas. E egoísta porque procuram sempre só o benefício próprio, sem pensar nas repercussões que isso terá no resto dos portugueses. Bruto porque recorrem à violência para "defenderem" supostos direitos, que não são mais do que tentativas de obrigar o governo (no fundo todos os outros portugueses) a lhes darem benefícios especiais, alienando os direitos dos outros, manipulando o governo para os beneficiar em relação ao resto da população.

É a lei do mais forte, a lei da selva. O que reclama mais, e faz mais uso da violência, é o que fica com mais "direitos". Vence o bruto, o bacoco, o egoísta.

Quem me dera que não fosse assim. Que os portugueses lutassem pelos seus direitos, mas de forma consciente, e de forma unida, não se esquecendo das responsabilidades. Lutassem pelo bem de todo o povo, e não para benefício apena de si próprio ou do seu sector profissional. Que procurassem soluções para dar a volta juntos. Que em vez de lutarem para ver quem fica com mais migalhas, que lutassem para conseguirem construir mais pão.

Meus amigos, no que me diz respeito, Portugal já não existe. Aquele Portugal do povo nobre, nação valente, de conquistadores e aventureiros, isso já morreu há muito tempo. O que existe agora é a Tugalândia.

A igreja emergente, teoria e prática

Só hoje reparei que fui mencionado no blog do GBU, como uma das pessoas que luta por dilatar a igreja emergente em Portugal. Obrigado pelo elogio, mas não creio que tenha assim tanta influência, principalmente agora que me mudei para a Suíça.

O artigo em questão fez-me lembrar de uma coisa interessante sobre a igreja emergente. Muitos dos críticos e curiosos da igreja emergente procuram compreender o que se passa em termos teóricos. Mas o facto é que o movimento emergente é um conjunto de práticas cristãs, e não de nova teologia cristã. E práticas essas que nem são assim tão consistentes de comunidade para comunidade (daí o não ser correcta a denominação "igreja emergente", mas sim "movimento emergente").

Existem práticas comuns, com certeza: A rejeição da instituição, a rejeição das hierarquias religiosas, todos os cristãos activos com os seus dons, um foco missional, e um foco no reino de Deus. Isso das velinhas e dos rituais antigos são pormenores que não são nem importantes nem generalizados, mas que pelos vistos chamam a atenção dos críticos.

Quanto a teologias, na realidade não há nada de novo, há talvez uma compilação de várias teologias que se tornam relevantes para um movimento comunitário e missional em que todos os membros são parte activa, e em que a estrutura é um organismo e não uma instituição. E aí poderemos falar de Brian McLaren, ou de N.T. Wright. Mas aqui está o truque: O facto de irem buscar a teoria a essas fontes, não significa que essas pessoas façam parte do movimento. Basta lembrar, por exemplo, que N.T. Wright é um bispo anglicano, e a igreja anglicana é tudo menos emergente. Por isso, pegar na teologia deles, e deduzir que é isso que a igreja emergente defende, é algo no mínimo caricato.

O movimento emergente é uma prática cristã influenciada por um lado pelo pós-modernismo, e por outro lado pelas práticas da igreja primitiva (igreja do 1º século), que procura viver em igualdade, em comunidade, como um organismo horizontal (não hierárquico), e com um foco na implantação do reino de Deus. E é só.

iPhone 3G

Pronto, agora já quero um iPhone, agora que tem o mínimo de funcionalidades e que o preço está bem mais baixo.

Ainda me lembro de uma conversa no Sapo o ano passado, em que eu dizia que ia comprar um passado um ano, quando fosse 3G e estivesse a metade do preço, e de todos gozarem comigo, a dizer que o iPhone nunca ia baixar de preço, pelo menos nos próximos 2-3 anos. Afinal não estava enganado :)

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