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Simplice

A vida é simples

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Telemóveis com altifalante

Hoje estou numa de reclamar com as coisas que estão mal na vida. Quem raio foi o mentecapto que teve a ideia de inventar telemóveis com altifalantes, que permitem a outros mentecaptos ouvirem música sem auriculares nos transportes públicos? Esse gajo devia ser ainda mais torturado do que o gajo que inventou os invólcros de plástico das caixas de CDs.

E que piada tem obrigar as outras pessoas a ouvir música ranhosa em altifalantes de má qualidade? Agora é cool andar a incomodar as pessoas, e obrigarem-me a irem ter com eles e pedir para desligarem aquela porcaria?

Hábito nojento

Se há coisa nojenta, mas mesmo nojenta, é lamber a ponta dos dedos para desfolhar um jornal / revista / livro. Que hábito mais nojento. Mas o mais nojento é em especial quando se está a ler jornais, principalmente daqueles gratuitos que estão em cima do banco do metro, e que toda a gente mexe. Não só pelos inúmeros químicos tóxicos que o jornal tem, mas porque sabemos lá quantas pessoas já fizeram o mesmo antes, e que doenças trasmissíveis pela saliva (Hepatite A, etc) elas poderão ter. É que o acto de repetidamente humedecer o dedo, e desfolhear, garante uma troca de matéria entre o jornal e o leitor.

Detesto principalmente quando fazem isso com livros meus. Ninguém pensa em meter cuspo num CD que eu empresto. Ou num DVD. Ou seja no que for. E a razão é óbvia para todos. Porque raio passa a ser aceitável cuspirem os meus livros?

Olimpíadas, Tibete, e coisas afins

Os franceses lá conseguiram apagar a chama olímpica. Foram mais eficazes que os ingleses no dia anterior. E como pano de fundo, está, claro, a causa tibetana.

A causa tibetana é uma causa muito popular nos dias de hoje, excepto para alguns. Afinal de contas, a liberdade é uma coisa que toda a gente defende, e ter o próprio País é um dos expoentes máximos dessa mesma liberdade. Claro, isto da liberdade é tudo fachada, porque depois vêm uns gajos quaisquer governar, com princípios supostamente democráticos, e continua a não haver liberdade, mas aí já ninguém dá por isso. A liberdade é uma utopia, o que importa realmente saber é quem é que manda em nós. Mas pronto, estou a divagar um bocado.

O que eu gostava mesmo de fazer aqui era chamar a atenção para uma série de factos interessantes à volta de tudo isto:

1. A maioria das pessoas acredita que o Tibete foi invadido pela China algures no século XX, e que até lá era um país independente. Isso mostra, claro, um profundo desconhecimento da história do Tibete.

2. A maioria das pessoas acredita que o Tibete, antes de ser "invadido", era governado por um Dalai Lama benévolo, que só pensava em rezar e em paz. Na realidade, segundo os padrões ocidentais, a palavra que o descrevia era mais de tirano. Não o actual, que nunca teve hipótese de governar, mas os anteriores. Direito exclusivo de propriedade em todo o país, exploração dos camponeses, punições à antiga (cortar membros, decapitar, etc).

3. Onde é que o comité olímpico estava com a cabeça quando decidiu fazer os Jogos em Pequim? Qualquer mentecapto via logo que isto ia dar barulho. Se não fosse por Tibete, era pela Coreia, ou por Taiwan, ou pela falta de liberdade de imprensa, ou sei lá mais o quê. E agora vêm falar em boicotar e mais não sei o quê. Hipocrisia. Mais valia terem logo dito que não.

4. Ao reprimirem as manifestações contra a chama olímpica, os estados ocidentais só estão a dar razão à China. Estão por um lado a proteger a China, e por outro lado a mostrar que afinal não é só a China que usa de violência para controlar o povo. Claro, é feito de uma forma mais democrática, mas o resultado final é o mesmo: Quem se lixa é sempre o mexilhão (Para quem não conhece a origem desta frase, o ditado é: Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão).

5. No fim das contas, o que conta é o dinheiro. E por isso, no fim disto tudo, vai ficar tudo na mesma, porque o ocidente tem interesses na China. O consumismo ocidental é suportado pela mão de obra barata chinesa (e não só), sem a qual é impossível ter produtos a preço de uva mijona. É do interesse da sociedade consumista e capitalista que haja mão de obra barata, para conseguirem gadjets baratos, para manter o povo consumista feliz. E para que haja mão de obra barata, tem que haver um sistema repressor que os obrigue a trabalhar barato. É tão simples como isso.

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