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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Underground Por Haruki Murakami

Underground, ao contrário dos outros livros do Murakami que li, não é um romance. É uma colecção de entrevistas às vítimas do atentado no metro de Tóquio com gás sarin em 1995, e aos seguidores da religião responsável pelo atentado, a Aum Shinrikyo. Através dessas entrevistas Murakami analisa os problemas da sociedade japonesa.

As entrevistas com as vítimas são bastante emotivas. É impossível ler os relatos sem começar a surgir uma espécie de revolta. Pelo sofrimento, pelas razões do atentado, pelas sequelas. E ao mesmo tempo dá para perceber a forma como a sociedade japonesa funciona, o tipo de ética de trabalho que têm, a forma como reagem uns aos outros.

Por tudo isso é um livro que vale a pena ler para quem quer perceber melhor a sociedade japonesa, ou por quem quer perceber os perigos do fanatismo religioso. É um livro que choca pela violência dos factos, mas que também nos dá uma perspectiva do que é realmente importante na nossa vida, que foi a resposta que os sobreviventes dos atentados encontraram.

As pessoas que vão desaparecendo

"Resulta uma sensação de alívio da percepção de que as pessoas que vão desaparecendo da nossa vida não fazem falta nenhuma." (Micróbio)

Identifico-me perfeitamente com esta frase. Não em relação a familiares ou amigos que morreram, não é disso que se trata, mas em relação às amizades que vão desaparecendo. Estou cada vez mais convicto de que as pessoas que vão desaparecendo da minha vida não fazem falta nenhuma.

Os verdadeiros amigos permanecem sempre, independentemente de espaço, tempo, ou seja o que for. E são esses relacionamentos que realmente importam. Os outros, os que se relacionam porque precisam de nós, ou enquanto temos interesses em comum, ou enquanto trabalhamos juntos, ou por outra razão estranha; esses, no fim das contas, não fazem falta nenhuma.

PlanetGeek

A partir de ontem, este blog está agregado no PlanetGeek, e deixou de estar agregado no Prt.sc. A pergunta que se põe imediatamente é porquê. E acho que todos merecem saber porquê.

Quando eu me agregei ao Prt.sc (na altura Planeta Asterisco), só existia o Planeta Asterisco (na realidade havia outro mais antigo feito pelo Delfim, que já não existe). Além disso, o formato era diferente: A homepage tinha os artigos de todos, em vez de seguir critérios editoriais. Mais tarde apercebi-me que afinal alguns artigos eram censurados (embora os meus nunca tenham sido), o que não me agradou. Depois apercebi-me que quem estivesse ali agregado não podia estar noutros sítios (o que parece já ter mudado), o que também não me agradou. Mas à boa maneira portuguesa, fui ficando. É sempre a acção que custa menos.

Eu acredito que só devo participar em projectos com os quais me identifico. Como tal, seria hipocrisia continuar no Prt.sc. Desejo no entanto as melhores felicidades ao projecto, e a todos os que lá estão agregados. Saio sem qualquer tipo de inimizades.

Quanto ao PlanetGeek, tem um formato do qual gosto muito mais, e com o qual me identifico. Sinto um ambiente mais aberto, mais democrático, mais livre, e mais descontraído. Estou a gostar.

A roupa e o calçado

É interessante a importância que as empresas dão à forma como os seu funcionários se vestem e se calçam. Como se a nossa inteligência melhorasse com uma gravata, e chegasse ao zénite com um fato. Isto em relação aos homens, porque as mulheres podem vir como quiserem.

Eu compreendo a importância da imagem para quem lida directamente com os clientes, pois num mundo consumista como o nosso, em que pretendemos levar os clientes a adquirir o que não precisam, precisamos de usar algum mecanismo de manipulação (mas isso seria uma outra conversa).

Eu tenho a sorte de estar numa empresa onde não existem esses códigos de vestuário, onde posso vir para o trabalho de t-shirt e chinelos. Mas o que às vezes me surpreende é que apesar de não existirem essas regras, parece que existe uma cultura corporativa assimilada que leva algumas pessoas a não serem capazes de virem de chinelos ou de calções. Apesar de o desejarem fazer. Sentem-se incomodadas. E depois há os que olham e dizem: "Vens de calções? Mas pode-se?"

É incrível a quantidade de regras virtuais que impomos sobre nós próprios.

A Natureza em Fotos

Hoje resolvi criar um novo blog, mais exactamente um fotoblog: A Natureza em Fotos. Em parte foi para começar a usar com alguma frequência a plataforma de blogs do Sapo (que acho que é muito boa), mas também porque queria ter um blog exclusivamente com fotos, onde as posso colocar em formato bem grande.

Em relação à plataforma do Sapo, até agora não tenho nada a criticar. Foi muito fácil criar um blog, e também foi muito fácil moldá-lo ao meu gosto. Mas claro, eu ttrabalho no Sapo, por isso sou suspeito...

Café

É só para dizer que não gosto de café. E que por mais que o diga às pessoas, deve ser algo tão absurdo, que elas esquecem-se sempre. Por mais que eu diga que não gosto de café, continuam a oferecer-me. Por favor, decorem isto: Eu não gosto de café!