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Simplice

A vida é simples

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A vida é simples

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Dois ou três

"Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles." (Mateus 18:20)

Na teoria todos concordamos com este versículo. Na prática, achamos que dois ou três é pouco, vemos este versículo como um mínimo. Na realidade, pensamos que quantos mais melhor. A nossa prática mostra que o que valorizamos é uma igreja grande numericamente. E toda a igreja que não é grande, não é uma igreja "a sério".

A igreja acontece com duas, ou três, ou vinte, ou cem, ou mil pessoas. Mas na realidade, a igreja está sobretudo nos pequenos números. Aí é que está a expressão mais natural, íntima e real da igreja. Onde não nos podemos esconder, mas somos confrontados a viver os ensinamentos de Cristo junto das pessoas que realmente nos conhecem, e perante as quais não conseguimos colocar máscaras.

Igreja a sério não está nos grandes números, está nos pequenos!

Praxis

Habituados que estamos à forma moderna de pensar, temos tendência a deixar tudo no campo da teoria, e muito passamos à prática. Reunimo-nos inúmeras vezes para falar das mesmas coisas, para ler as mesmas coisas, mas raramente nos levantamos, e tentamos perceber como tudo isso pode ser praticado. As nossas igrejas assemelham-se mais a aulas teóricas do que a visitas de estudo.

Pior, exigimos que as pessoas atinjam uma determinada maturidade antes que possam passar à parte prática. Dizemos por outras palavras que o cristianismo só pode ser vivido depois de aprender muita teoria. Como se a maturidade viesse apenas pelo muito estudar.

Precisamos juntar-nos menos vezes para debater doutrina, e mais vezes para praticá-la. Chegaremos à conclusão que a prática nos ensinará muito mais do que a teoria.

The Last Word And The Word After That by Brian McLaren

Just finished reading it. The Last Word And The Word After That is the last book on the A New Kind Of Christian triology. It is very similar to the others. The main theme this time is afterlife: What happens when we die? Not only that, but how the view we have of after life afects the rest of our theology.

Good book, as the others. But the second one is the best.

A igreja existe para os outros

Uma das maiores falácias do cristianismo moderno é de que a igreja existe exclusivamente para Deus, ou pior ainda, para si próprio. Para cuidar dos seus membros, para defender os seus direitos, para zelar pelos seus interesses, para evangelizar.

A verdadeira igreja existe em favor dos fracos e oprimidos, os que estão à margem da sociedade. Para cuidar deles, defender os direitos deles, para zelar por eles, para transmitir aos outros a vida de Cristo, para que os outros possam também vir a fazer o mesmo.

Uma aliança com toda a criação

Circumhorizon Arc"Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e todas as criaturas existentes na Terra." (Génesis 9:17)

O homem moderno é essencialmente egoísta. O consumismo e o indvidualismo da nossa sociedade ensinou-lhe isso mesmo. O homem vê-se como o centro do universo. Como único ser merecedor de atenção. E por isso usa todos os recursos à sua volta para seu proveito próprio. Plantas, animais, minérios, etc.

Mas a realidade é outra. Não vivemos sós no mundo. E não somos os únicos a ter uma aliança com Deus. Deus valoriza toda a sua criação, e se realmente amamos a Deus, devemos valorizar tudo o que ele valoriza (o homem, a natureza, os pobres, os fracos), e desvalorizar o que ele desvaloriza (poder, riqueza, fama). Parece-me que andamos com as prioridades trocadas...

Foco no além

Se formos analisar a doutrina ensinada nas igrejas modernas, percebemos que a maioria dessa doutrina está focada no que acontece após morrermos. Não acreditam?

O papel principal da igreja é visto como o evangelismo. Ou seja, conversão dos descrentes para que em vez de irem para o Inferno quando morrerem, irem para o céu. Esta é a mensagem principal que é passada. Salvem-se das chamas do inferno, basta fazerem uma oração, e a partir daí são cristãos, e já têm bilhete para o céu.

A vida após a morte, e em particular a existência do inferno, são usadas como a razão e incentivo base para o evangelismo, para as missões, para o "portarmo-nos bem". Até são muitas vezes usadas para incentivar a frequência assídua aos cultos/missas, e ao levantamento de ofertas/dízimos.

É pena que assim seja. O foco que Jesus nos deu foi bem diferente: Amai-vos uns aos outros e a Deus acima de todas as coisas. Ide e fazei discípulos. Deve ser esse o nosso foco e a nossa missão. Em vez disso andamos a apelar ao sentido egoísta das pessoas, para que se livrem do inferno, inferno esse que muito provavelmente nem existe...

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