Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Publicidade

Está disposto a pagar mais por energias limpas?

Esta pergunta estava na votação que se encontra na homepage do Sapo. Até agora o não está a ganhar por uma margem muito pequena.

A minha resposta é o sim, obviamente. Eu estaria disposto a pagar mais. Se surgir uma nova empresa de electricidade que só produz energia limpa, eu deixo imediatamente de ser cliente da EDP. Mesmo que pague mais na factura da electricidade.

O que as pessoas muitas vezes se esquecem, é que a energia suja (e barata) tem um preço escondido. As consequências de continuarmos a poluir o ambiente são ambientais, sociais, e mesmo económicas. Os prejuízos causados pelo aquecimento global são muito superiores ao investimento necessário nas energias limpas. Já para não falar dos problemas da dependência do petróleo.

Aplica-se aqui bem o provérbio: O barato sai caro.

Guia para circular no metro

Durante a semana, para vir trabalhar, apanho o comboio e o metro. Os transportes em si são bastante confortáveis, e recomendo a sua utilização. Já o civismo, deixa um bocado a desejar. Por isso, mais como um desabafo do que por acreditar que este artigo vai mudar alguma coisa, aqui ficam alguns princípios.

1- Nas escadas/passadeiras rolantes, se não queremos andar, devemos colocar-nos no lado direito das mesmas. Assim, as pessoas que querem avançar mais rápido ficam com o corredor esquerdo livre.
2- Ao entrar no comboio/metro, devemos colocar-nos numa posição que facilite a saída dos outros. Ou seja, em vez de nos colocarmos em frente da porta, devemos colocar-nos ao lado da mesma. Se o fizermos, conseguem sair duas pessoas ao mesmo tempo, e nós conseguimos entrar mais rápido.
3- Quando o comboio/metro para na estação, se estamos junto às portas, devemos sair, para facilitar a saída dos outros. Voltamos a entrar quando todos tiverem saído.
4- Devemos evitar falar em voz alta, ou ter qualquer tipo de atitude que incomode as outras pessoas.
5- Não nos esqueçamos que somos pessoas, não animais.

O mais engraçado, é que todas estas regras (fora a última) estão afixadas no comboio e no metro, dentro das carruagens. Mas ninguém as lê. Ou se as lê, não liga nenhuma. É pena.

A questão do aborto

A questão do aborto gera sempre grandes discussões emocionais, e muito pouco de discurso racional. Para tentar ajudar a uma maior compreensão entre as partes opostas, proponho que pensemos nas seguintes questões:

Em que momento é que o ser humano começa a existir?

O que a maioria deve concordar, é que matar um ser humano é errado. Mas quando é que o ser humano começa a existir? Essa é que é a grande questão. Porque a partir do momento em que um ser humano começa a existir, matá-lo é assassínio. Uns acreditam que é no momento da concepção, outros que é no momento em que se torna um feto (8 semanas), outros que é no momento em que sai cá para fora.

Conforme aquilo em que acreditarem, vão achar o aborto certo ou errado. Por exemplo, alguém que acredite que o ser humano começa a existir às 10 semanas, achará que abortar um feto com mais de 10 semanas é assassínio. Mas não um de 9. Já aquele que acredita que é no momento da concepção vai achar que qualquer aborto é assassínio. Mas só quando conseguirmos responder a esta questão, é que podemos fazer a próxima.

Aquele que mata deve ser punido?

A reacção natural é imediatamente dizer que sim. Mas ao pensarmos com mais atenção, vemos que matar um ser humano é por vezes justificável. Pelo menos segundo a sociedade actual. Por exemplo, em casos de legítima defesa, ou em casos de guerra. Outras vezes, pode não ser justificável, mas mesmo assim não merecer ser punido. Por exemplo, em casos de insanidade mental.

Excluindo os casos de insanidade mental, a questão passa a ser o que é que torna o acto de matar justificável. Porque se for justificável, não deve ser punido. Mas se não for justificável, a pessoa, e os cúmplices, devem ser punidos. Será que uma condição de pobreza justifica o assassínio? Será que a legítima defesa (neste caso concreto, quando o feto põe em risco a vida da mãe) justifica o assassínio?

Conclusão

O problema, é que a resposta a estas duas questões não é unânime. Se fosse, todo o debate que existe neste momento deixaria de fazer sentido. Mas espero que ao termos em conta estas questões, ao menos tenhamos a humildade de perceber porque alguém diz sim ou não ao aborto. Mesmo que continuemos a discordar.

Os blogs como fonte de informação

Não sei se estão todos a par da recente polémica que envolveu o livro "O Equador" (o qual li e recomendo) de Miguel Sousa Tavares. Houve um blog que acusou o autor de plágio, mostrando alguns exemplos. Mas ao que parece não houve plágio nenhum, só que a imprensa pegou nessa informação, e transformou-a em notícia. Notícia essa que acabou por aparecer em tudo o que é jornal, em especial no Público.

Vai daí, o Miguel Sousa Tavares resolve atacar a blogosfera: "O que já sabia dos blogues confirmei: em grande parte, este é o paraíso do discurso impune, da cobardia mais desenvergonhada, da desforra dos medíocres e dessa tão velha e tão trágica doença portuguesa que é a inveja. Mas fiquei a saber, e não sabia, que os blogues, mesmo anónimos, são uma fonte de informação privilegiada e credível para o nosso jornalismo."

Permitam-me discordar. Os blogs não são o problema. Os blogs são mais uma fonte de informação, que merece, na minha opinião, a atenção da imprensa. Assim como merece o boato que surge na rua. Ou a carta anónima que é enviada para a redacção.

O problema é como essa informação é tratada. O problema, na realidade, está na própria imprensa, nos próprios jornalistas, e na forma descabida como lançam notícias sem confirmar o que as suas fontes dizem (sejam blogs ou não). Na pressa de publicar a notícia, ninguém vasculha as fontes. O que interessa é terem um destaque que venda mais que o jornal do lado.

Como já disse antes, ainda não houve uma única notícia, da qual eu tivesse conhecimento, que fosse devidamente relatada na comunicação social. Os jornalistas, na generalidade, deturpam a realidade. E porquê? Porque são maldosos? Porque não se interessam pela verdade? Porque são incompetentes? Porque interessa-lhes mais a manchete que a notícia? Talvez. Mas para mim, a verdadeira causa, é a pressa de publicar a notícia. Os jornalistas normalmente têm muito pouco tempo para analisar as fontes de uma notícia. Há uma pressão da redacção para ter aquela notícia pronta rápido. E na maioria dos casos, não é em meia-hora que um jornalista consegue avaliar as fontes, ainda mais quando tem várias notícias a reportar durante o dia.

Como em muitas áreas hoje em dia, as coisas têm de estar prontas ontem. O que interessa, infelizmente, é a quantidade (e se for espectacular ainda melhor), enquanto que a qualidade, fica relegada para segundo plano.

Saída de Campo à Ursa

Ontem fui pela primeira vez à Ursa. A Ursa fica logo a norte do cabo da roca, e é uma área de vegetação rasteira, e de grande declive, junto ao mar. É uma zona que envolve algum perigo, pelo que aconselho muito cuidado.

Foi uma manhã excelente. A quantidade de aves não foi nada de extraordinário, mas tive muito boas oportunidade de fotografar insectos, em particular libelinhas e borboletas. Além disso, tive a oportunidade de ver pela primeira vez o rouxinol do Japão (Leiothrix lutea), uma espécie proveniente de fugas de cativeiro, e que provavelmente se está a reproduzir em Portugal. Só isso já deu para ganhar o dia. E com esta, a minha conta pessoal vai em 171.

Aves:

Chasco Cinzento (Oenanthe oenanthe) - 1
Pisco de Peito Ruivo (Erithacus rubecula) - 4
Petinha dos Prados (Anthus pratensis) - 10
Andorinha dos Beirais (Delichon urbica) - 2
Fuinha dos Juncos (Cisticola juncidis) - 1
Rouxinol do Japão (Leiothrix lutea) - 7
Pintassilgo (Carduelis carduelis) - 4
Rabirruivo (Phoenicurus ochruros) - 4
Gaivota de patas amarelas (larus cachinnans) - ~100
Alcatraz (Morus bassanus) - 10
Galheta (Phalacrocorax aristotelis) - 4
Peneireiro (Falco tinnunculus) - 1
Toutinegra dos valados(Sylvia melanocephala) - 5

Borboletas:

Small White (Artogeia rapae) - 5
Clouded Yellow (Colias crocea) - 2
Bath White (Pontia daplidice) - 1
Admiral (Vanessa atalanta) - 2
Lang's Short-tailed Blue (Leptotes pirithous) - 3

Libélulas:

Red-veined Darter (Sympetrum fonscolombii) - 50
Iberian Bluetail (Ischnura graellsii) - 2

Quanto a fotos, aqui ficam:

Small White (Artogeia rapae)Joaninha
Clouded Yellow (Colias crocea)Clouded Yellow (Colias crocea)
JoaninhaSympetrum fonscolombii
Sympetrum fonscolombiiSympetrum fonscolombii
Rouxinol do Japão (Leiothrix lutea)Iberian Bluetail (Ischnura graellsii)
Iberian Bluetail (Ischnura graellsii)Bath White (Pontia daplidice)
Small White (Artogeia rapae)Iberian Bluetail (Ischnura graellsii)
Iberian Bluetail (Ischnura graellsii)Cogumelo
Praia da Ursa

Saída de campo a Sagres

No sábado dia 21 de Outubro fiz uma saída de campo a Sagres, durante a manhã. Fui com dois amigos. Infelizmente não apontei as espécies todas que vi, por isso não posso fazer um relatório completo.

Sagres e a zona circundante é uma zona muito boa para observar aves na altura da migração outonal, especialmente rapinas. A melhor altura é fim de Setembro, início de Outubro, por isso já fui um bocadinho tarde.

Mesmo assim foi um dia muito proveitoso. Vi pela primeira vez o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), embora bastante longe, e também a Águia Cobreira (Circaetus gallicus). Com isto, a minha conta pessoal sobe para 170. Além disso, vi também Alcatrazes (Morus bassanus) e Tordas Mergulheiras (Alca Torda) bem perto, ao ponto de os ter conseguido fotografar muito bem.

Também foi possível ver e fotografar algumas borboletas, mas nada de especial.

Ficam algumas fotos:

Cotovia escuraRola do mar
GarajauGarajau
Alcatraz (Morus bassanus)Alcatraz
Gaivina (Sterna hirundo)Torda Mergulheira (Alca torda)
Gaivota de Patas AmarelasLibelinha
BorboletaCaterpillar
Common Blue (Polyommatus icarus)Gafanhoto Castanho
Gafanhoto Cinzento

Gaivina (Sterna hirundo)

Gaivina (Sterna hirundo)

A Gaivina é uma das aves que mais gosto de ver, principalmente quando estão a pescar. Voam sempre a olhar para a água, e quando vêem um peixe, mergulham a pique. A ave da foto é juvenil. Os adultos têm o bico todo vermelho (com a ponta preta), e não têm aquela mancha preta na parte superior da asa.

É uma ave que podemos ver principalmente na altura da migração (Primavera/Outono), pois o nosso País é um local de passagem para esta ave. Nidificam no norte da Europa, e vão passar o Verão a África. MAs algumas decidem ficar por cá.

Publicidade

Pág. 1/5