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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

A legitimidade do líder

Ser líder na igreja é um papel activo, não passivo. Não é um título, é muito mais que isso. O líder tem autoridade não por ter um título (pastor, padre, o que for), mas porque essa autoridade vem de Deus. Logo, quem tem autoridade não é a pessoa em si mesma. Se eu ou alguém tem autoridade é porque Deus a dá.

Na prática, eu só devo obediência a um líder se ele estiver a fazer a vontade de Deus. Importa mais obedecer a Deus do que aos homens. Como tal, o facto de um líder mandar fazer uma coisa não é razão para nos desculparmos das consequências dos nossos actos. Não basta dizer que a culpa é do líder, pois foi ele que mandou. Nós somos responsáveis por avaliar e questionar aquilo que o líder diz. E por outro lado, ser líder não é desculpa para que essa pessoa se torne autoritária, exigindo a obediência cega dos outros.

É pena que hoje seja tabu contrariar o líder, e muito menos criticar abertamente as suas acções. A pessoa que o faz é vista como um rebelde, causador de divisão. Não é suposto ser assim. O verdadeiro líder deve estar aberto às opiniões dos outros. Deve debater as diferenças para chegar a um consenso. Um líder não é um Hitler. Não foi esse o exemplo que Jesus nos deixou. Sejamos todos humildes, e submissos uns aos outros.

Explicação da parábola do fiel trabalhador

É a primeira vez que explico uma parábola escrita por mim, mas desta vez vou explicar. Principalmente porque agora que este blog tem quase um ano de vida, é tempo de começar a ser mais directo com algumas coisas.

Na igreja existem pessoas assalariadas. Sejam pastores, missionários, ou outra coisa qualquer. Pessoas que são pagas com ofertas dadas pelos membros da igreja em troca de um determinado serviço. Melhor dito, pessoas que são pagas para que, ao não estarem ocupadas com outro emprego, possam dedicar mais tempo à igreja e às pessoas que a compõem. O que é justo.

Mas no meio disto tudo, como em tudo, existem os espertinhos. Os que se aproveitam dos outros. Os que em vez de fazerem algo que justifique o dinheiro que ganham, passam o tempo todo com os filhos, ou em viagens, ou a fazerem o que bem lhes apetece. E quando tem mesmo que ser, aí sim, vão dar uma missa ou visitar uma pessoa. Mas se formos analisar a sua semana, vemos que não trabalham 40 horas por semana. Nem 30. Às vezes nem 20. E tudo isto quando há trabalho para fazer. Como um amigo meu diz e muito bem, é um luxo poder ter um grupo de pessoas a me dar dinheiro para eu poder educar os meus filhos sem ter de os pôr no infantário, e fazer o que bem me apetecer. Ou seja, é um luxo eu não ter que trabalhar porque um conjunto de trouxas me dão dinheiro.

Esses espertinhos são manipuladores, aproveitadores da sinceridade dos outros, egoístas, egocêntricos, preguiçosos, desleixados, pelintras, ladrões, patifes, vendilhões dos bens sagrados. Não me parece que vão ser bem recebidos quando chegar o grande dia.

Parábola do fiel trabalhador

Um rico proprietário entregou a dois trabalhadores duas propriedades semelhantes. Prometeu-lhes um salário, e dentro de um ano veria o resultado do trabalho de cada um deles, mas ele estaria ausente todo esse tempo.

Um dos trabalhadores fez aquilo que lhe competia. Trabalhou afincadamente como era suposto, dentro daquilo que era justo. Plantou quando era tempo de plantar, regou quando era tempo de regar, colheu quando era tempo de colher.

O outro trabalhador, por outro lado, viu isso como uma oportunidade de passar um ano à sua vontade. Apesar de fazer algumas coisas de vez em quando, quando realmente tinha de o fazer, a maior parte do tempo passou-o com os filhos, que assim já não tinham de ir para o infantário. Tinha tempo livre para estar com a família, e de fazer aquilo que mais gostava.

Quando chegou o tempo de prestar contas ao proprietário, viu-se bem a diferença de resultados. Enquanto uma propriedade tinha dado bastante lucro, outra tinha dado prejuízo. O mau trabalhador foi despedido, e lamentou-se da sua desgraça, considerando-se uma vítima.

Palavras reservadas no mysql

Ontem tive uns problemas na criação de uma tabela no mysql, em que alguns dos campos eram palavras reservadas. A query dava erro de sintaxe. A solução é bastante simples. Em vez de:

CREATE TABLE teste (
id int(11) NOT NULL auto_increment,
from varchar(20),
to varchar(12),
PRIMARY KEY (id)
);

faz-se:

CREATE TABLE teste (
id int(11) NOT NULL auto_increment,
`from` varchar(20),
`to` varchar(12),
PRIMARY KEY (id)
);

Depois de saber é simples...

Desabafo

Aviso: Isto é um desabafo. Como foi escrito ficará. Não será clarificado de nenhuma forma. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Tenho visto muitas coisas que me entristecem. Entre manipulação, mentira, calúnias, aproveitamento, corrupção, hipocrisia, arrogância, ganância, ditaduras, e outras coisas tristes, é impossível não criar alguma revolta dentro de mim. Muitas vezes dá vontade de pegar neste reforma pacífica, e torná-la numa revolução agressiva. É que às vezes não há pachorra para determinadas coisas.

Pessoas que dizem que não aceitam pessoas na sua equipa que não moram no sítio onde o traballho é feito, mas que eles próprios não vivem lá. Pessoas que em vez de tentarem perceber como podem servir os outros, procuram ser servidos por eles. Igrejas que se preocupam mais com elas próprias do que com as pessoas que estão à volta. Pessoas que usam o facto de trabalharem a tempo inteiro na igreja como desculpa para poderem criar os filhos às custas dos outros. Pessoas que têm tempo para tudo menos para criar relacionamentos. Comunidades voltadas para dentro, cada um olhando para o seu umbigo, procurando controlar e manipular outros.

De tudo isto um dia daremos conta a Deus. Todos nós. E aqueles que forem encontrados em falta, que desculpa darão? Que não sabiam? Que ninguém lhes disse? Que estavam demasiado ocupados com a "obra de Deus" para perceberem? Diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores não há desculpas esfarrapadas.

Mas hoje, como sempre, há um remanescente. Há cristãos que ainda vivem o cristianismo. Há cristãos que não se deixaram corromper pelos ídolos do individualismo, da ganância, da corrupção, do institucionalismo. Há cristãos que ainda procuram amar a Deus e aos outros o melhor que podem. Há cristãos que não desistiram de ser. Para esses, vai o meu sentimento. Esses são a igreja de hoje.

Mudança

Esta última semana foi tempo de mudança. A comunidade em que estava inserido tomou um rumo mais institucional nos últimos 6 meses, por diversas razões. A semana passada, conversando sobre a situação, chegámos à conclusão de que, para todos seguirmos a direção de Deus, era necessário que cada um seguisse o seu caminho. Oramos uns pelos outros, para que Deus nos mostrasse o caminho que devemos tomar, e trocamos algumas palavras de incentivo.

Fica alguma tristeza e alguma saudade, mas os verdadeiros relacionamentos continuarão a existir, e a igreja, universal, continua. A igreja toma muitas formas diferentes, mas continua uma só, unida em Cristo Jesus.

Basements

My holidays ended, and I am back from London. One thing I found interesting in London is that many of the churches have basements that are used for several purposes: coffee shops, and other interesting stuff. That got me thinking about the usefullness of the buildings. There are so many church buildings in Portugal that are only used in the sunday service, and stay closed the rest of the week. But the real church happens during the week, not in a sunday morning. The real church happens in the basements.

De volta de Londres

Já cá estou de volta de Londres, e também de volta de uma semana de férias que bem precisava. No global, em termos turísticos, gostei pouco de Londres. Mas por outro lado, acho que era uma cidade onde seria capaz de viver um ano ou dois.

O que gostei:
- A quantidade de diferentes culturas
- Os jardins (especialmente pelos esquilos e patos)
- Os museus (em especial o British Museum e o National History Museum)
- A torre de Londres
- O Big Ben
- A ponte da torre

O que não gostei:
- Uma arquitectura escura, sombria
- O metro (mais ainda assim é melhor que o de Nova Iorque)
- A pouca quantidade de monumentos
- A fabricação de monumentos (ou seja, construções recentes feitas com o propósito de serem monumentos)
- O preço das coisas

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