Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

O problema da crítica

A igreja tem uma cultura de aversão à crítica. De vez em quando recebo comentários no meu blog de pessoas confusas ou chateadas com o facto de eu criticar tanta coisa no meu blog. Estou a falar de pessoas genuinamente interessadas no reino de Deus, pessoas que merecem todo o respeito.

Eu acho muito negativo ignorarmos os problemas que existem, que é o que acontece nos dias de hoje. Não se fala do que está mal. E ao fazermos isso, o erro é prolongado, e fica cada vez maior.

É preciso ter a coragem de falar do que está mal, e debater a solução do problema. É preciso deixarmos a apatia, a indiferença, e lutarmos por uma igreja melhor, mais perto da vontade de Cristo. Para isso é preciso falarmos do que está mal na comunidade onde estamos inseridos. Mas fazê-lo com uma atitude de amor, de humildade, de respeito. Só assim a igreja poderá tornar-se na noiva sem mancha que Jesus procura.

O disco que ressuscitou

A lei de Murphy também funciona ao contrário. Se não tivesse backups, o disco seria irrecuperável. Mas como tenho backups e não precisava do disco, acabei por conseguir aceder ao disco através de uma caixa usb externa. Pode-se dizer que o disco ressuscitou, mas acho que não se trata de um milagre :)

Nem sempre o disco funciona. Às vezes ligo e ele farta-se de fazer barulho, mas não aparece no sistema. No entanto, quando aparece funciona a 100%. Ou seja, parece que a avaria é no controlador do disco.

Em resumo, não está grande coisa, mas ainda dá para fazer umas transferências e uns backups com ele. E sempre consegui ir buscar os emails da última semana (a maioria spam), os bookmarks, os feeds, e as estatísticas do iTunes da última semana. Já não é mau.

Franchising

Hoje o que está em voga é fazer franchising de igrejas. Pega-se num modelo que deu resultado em algum país, e copia-se esse modelo em todo o lado, sem sofrer alterações. Parte-se do princípio que se funcionou lá, funciona cá.

Pior ainda do que isso, é quando esse modelo é visto como a única visão válida, pois ao erro da irrelevância, acrescentamos o erro do bairrismo, da separação. Não só tornamos a mensagem de Cristo irrelevante (como se isso fosse possível, na realidade apresentamos uma mensagem irrelevante porque essa mensagem não é de Cristo, mas sim uma cópia de fraca qualidade), como ainda dividimos o seu corpo.

Se queremos expandir o reino de Deus, a mensagem de Cristo tem de ser apresentada de uma forma fresca e relevante a cada geração. E isso só pode acontecer se buscarmos a direcção do Espírito Santo, que nos revela todas as coisas. E a outros Deus mostrará outras formas de expandir o seu reino, porque a mensagem de Cristo não é um pacote de franchising, a mensagem de Cristo é multiforme.

Ser igreja

A igreja é o corpo de Cristo, e é composta pelas pessoas que são seus seguidores. Como tal, a igreja é um fenómeno universal e não local.

Diminuir a igreja a uma dimensão meramente local, composta pela comunidade onde estamos inseridos, é diminuir a natureza de Cristo. Diminuir e separar a igreja em diversas comunidades locais, é diminuir e separar o próprio Cristo.

iBook G4 e o disco

Esta semana estive sem o meu computador, o que é caso para calamidade. O disco deu o berro. Bom, a calamidade não foi assim tão grande, pois não é o único computador lá em casa, e ainda por cima estou o dia todo ligado à internet no meu trabalho, mas é chato à mesma.

Na sexta-feira lá fui comprar um disco novo para o portátil, um bocadinho maior e mais rápido do que o anterior, e este domingo encontrei tempo para desmontá-lo e instalar o disco novo. Nada de especial, na realidade. Leva tempo, mas não é propriamente difícil. E apesar de terem sobrado 11 parafusos (estavam lá a mais, de certeza), tudo ficou bem montado logo à primeira. E hoje estou a escrever novamente com o meu computador.

Como já estava à espera, a mudança de disco de 4200 rpm para 5400 rpm notou-se bastante. Só não pus um de 7200 rpm porque não é aconselhado, devido a aquecimento.

O que perdi? Emails de uma semana, mas nenhum que faça falta. Perdi os bookmarks do Opera (sim, uso esse excelente browser), mas também os tenho no delicious (e no shadows), por isso não há crise. O que perdi mesmo foi a lista de feeds que subscrevo e vejo todas as semanas, mas nada que puxando pela memória não se recupere.

Em resumo, ainda bem que faço backups, senão estava bem arranjado.

Nikon's advice

Taken from my new Nikon D50 manual:

"When operating the diopter adjustment control with your eye to the viewfinder, be careful not to put your fingers or fingernails in your eye."

OK, I'll try my best :)

Nikon D50

Ontem finalmente comprei uma máquina fotográfica digital SLR. Já há algum tempo que queria comprar uma porque a minha não me permitia fazer determinadas coisas convenientemente (fotografar aves em vôo era a principal). Optei pela Nikon D50, com a lente 18-55mm, pelas seguintes razões:

- O meu pai recentemente deu-me uma Nikon F80 (alguém a quer comprar?) que não usava há 5 anos. A máquina veio com duas lentes (28-70mm e 70-300mm) e um flash. Apesar de o flash só funcionar parcialmente na nova máquina, as duas lentes funcionam muito bem. Por isso comprar uma Nikon saía mais em conta.
- A Nikon tem telescópios aos quais se pode acoplar a máquina, transformando o telescópio numa lente de 1000mm. Chama-se a isso digiscoping, e é uma óptima forma de tirar fotos a aves.
- Os modelos acima da D50 ou eram demasiado caros, ou não tinham funcionalidades de que fosse sentir falta. Vou sentir falta de ter mirror lock-up quando usar com o telescópio, mas o modelo a seguir com isso é a D200, que custa mais do que eu gostaria de gastar. Afinal de contas não sou nenhum profissional.

Se não fosse a oferta do meu pai, talvez tivesse comprado uma Canon 350D, ou mais provavelmente uma Olympus E-500. Mas pronto, aconteceu assim, e ainda bem. Ah, e não esperem grandes melhorias nas minhas fotos. Afinal de contas, não é a máquina que faz o fotógrafo...

O Código Da Vinci

Hoje estreia o filme O Código Da Vinci. O filme que toda a gente quer ir ver. E está por aí um monte de pessoal a querer boicotar o filme, porque é herético, e não sei quê.

É pá, não vão ver o filme. Mas não é por ser herético ou deixar de ser. É porque, ao que parece, o filme é uma porcaria, e ainda por cima uma porcaria que só quem vai perceber bem é quem leu o livro. Pelo menos parece ser essa a opinião dos críticos que foram ver o filme em Cannes. Parece que nem o Tom Hanks se safa. Assim, poupem uns trocos, e vejam em casa quando sair em DVD.

Eu por mim, vou esperar uma semaninha, e ver a opinião de uns amigos meus que vão ver o filme. Se eles aconselharem, ainda vou ver no cinema. Caso contrário, vou deixar o dinheiro no bolso que está lá bem.

Mas uma coisa o filme tem de bom. Leva as pessoas a falarem das coisas de Deus, o que dá sempre oportunidade de falar-lhes de Jesus. Isso aconteceu quando apareceu o livro, e acho que vai voltar a acontecer. Espero que saibam aproveitar essa oportunidade.

update: Fui ver o filme, e até não é mau de todo. Não é nada de especial, mas vê-se.

O líder e a hierarquia

Gostava de clarificar algo em relação à liderança. Quando eu falo de liderança hierárquica (e costumo criticá-la bastante), não estou a dizer que a liderança é má. Não há mal nenhum em haver liderança, há mal é em essa liderança ter uma estrutura hierárquica.

Um líder na igreja não é um patrão, não está hierarquicamente acima. Um líder é acima de tudo um servo. Um líder lidera pela influência, valor, e capacidade que Deus lhe dá, e não por uma posição de peso superior. O líder não força as pessoas a segui-lo, o líder incentiva as pessoas a segui-lo. Quando o líder age assim, não há uma hierarquia. Há apenas uma pessoa que desempenha as funções, dons e talentos que Deus lhe tem dado.

Mas atenção, às nossas acções, ou essa liderança pode tornar-se numa hierarquia. Quando há uma hieraquia, força-se as pessoas a fazer algo, usa-se o peso da posição hierárquia, e dá-se valor maior ao "líder" do que aos outros. Aí sim, o espaço para Deus ser Senhor da nossa vida torna-se limitado. Aí sim torna-se difícil todos sermos participantes do ministério de Cristo.