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Simplice

A vida é simples

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Rally Lisboa-Dakar? Isso é para fracos...

Homens a sério (e mulheres a sério) fazem o Plymouth - Banjul Challenge.

O trajecto é bastante mais comprido do que o do Lisboa-Dakar, e tem de ser feito com um carro que custe menos de 100 libras. A organização não dá qualquer tipo de ajuda (mecânica ou outra), por isso convém os participantes terem algum conhecimento de mecânica. Quando se chega ao destino (se chegarem), o carro é leiloado, e o dinheiro revertido para instituições de caridade.

Nada como pegar numa Renault 4L, e fazer-se à estrada. Isso sim, é que é um Rally a sério. O Lisboa-Dakar? É giro para ver na televisão, mas é para fracos...

O rascunho

Quando começamos algo novo, por mais que se planeie, o mais provável é que a coisa não corra nada bem. Vão sempre surgir coisas das quais não estávamos à espera. E sempre vamos chegar a um ponto em que faríamos a coisa diferente se começássemos de novo. E porque não começar de novo? Porquê insistir com algo que podia ser melhor? Afinal de contas, o erro é a melhor forma de aprender como fazer bem.

Mas para que se possa começar tudo de novo, é necessário que os relacionamentos sejam profundos. Porque se o que une as pessoas é apenas o projecto de que fazem parte, então se começarmos tudo de novo, cada um vai para o seu lado. Se calhar por isso é que temos tanto medo da mudança, porque os relacionamentos não existem.

Ano novo, vida nova... ah ah ah!

Estamos quase no fim do ano. Nesta altura as pessoas começam a fazer resoluções de ano novo. Ou seja, começam a imaginar que vão conseguir começar a fazer coisas que não faziam antes, como se o ano novo tivesse algo de mágico.

A minha resolução de ano novo é não fazer mais resoluções de ano novo.

Relacionamentos: O cimento da igreja

Assim como Cristo é o alicerce da Igreja, os relacionamentos entre os seus membros são o cimento da igreja. Se não houver relacionamentos, não somos mais que um amontoado de tijolos, sem propósito ou estabilidade.

Se os relacionamentos entre os membros enfraquecerem, a igreja enfraquece, e a sua eficácia também. O que torna uma igreja forte ou fraca não é o seu tamanho, mas sim a qualidade dos seus relacionamentos. Entre as pessoas, e entre as pessoas e Deus.

Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

Algumas fotos das quais já não me lembrava:

Cegonha-branca (ciconia ciconia)Cegonha-branca (ciconia ciconia)Cegonha-branca (ciconia ciconia)

Estas foram tiradas no Zoo de Lagos, mas a Cegonha não fazia parte do Zoo. Fez um ninho ali perto, e aproveita as lagoas do Zoo para se alimentar. É bom saber que a Cegonha, que esteve ameaçada de extinção, tem vindo a recuperar bastante em Portugal nos últimos tempos.

O foco do cristianismo: Vida ou morte?

Acho que o cristianismo actual está demasiado focado no futuro. O grande foco do cristianismo actual, no que diz respeito ao ser humano, é o que lhe acontece quando morre? Irá para o céu ou para o inferno? E todo o processo evangelístico anda à volta disso: Converte-te ou vais para o inferno!

O foco do judaísmo, já antes da vinda de Cristo, não era o que acontece quando morremos, mas como a vida deve ser vivida. E o Novo Testamento, que retrata a igreja nos seus primórdios, foca-se também na vida, em como ela deve ser vivida. Fala-se no que acontece quando morremos, é verdade, mas principalmente em como devemos viver de uma forma que agrada a Deus. O esforço evangelístico foca-se em as pessoas se voltarem para Deus porque ele é Senhor, e não porque assim safam-se do Inferno. Havia uma grande preocupação em amar as pessoas hoje, ir ao encontro das necessidades das pessoas, porque o foco era o hoje, a vida.

Um cristianismo focado na morte é um cristianismo irrelevante, pois esquece as necessidades à sua volta. É um cristianismo que fica simplesmente à espera que tudo acabe.

O que se passa com as Felosinhas?

A felosinha é uma ave insectívora. É normal vê-las perto de ribeiros, lagos, sapais a comer insectos. Costumam ficar pousadas a observar, e quando um insecto passa a voar perto delas, levantam voo, apanham-no, e voltam ao poiso.

Estas felosinhas tinham um comportamento completamente diferente. Iam de flor em flor, por vezes pousando no caule da flor, outras vezes pairando como os colibris, e punham o bico bem lá dentro das flores, como se estivessem a alimentar-se do pólen. Nota-se bem a zona à volta do bico tingida da cor do pólen daquelas flores.

Não estive a escarafunchar as flores, mas ao que tudo indica estavam a alimentar-se de algum insecto que se escondia nas flores. Talvez pulgões, ou outros do género. Devia valer bem a pena, pois estavam de tal maneira concentradas na alimentação, que deixavam-me aproximar delas cerca de um metro. Teria conseguido muito mais fotos, se a minha máquina tivesse foco manual, ou um auto-focus mais rápido...

Felosinha (Phylloscopus collybita)Felosinha (Phylloscopus collybita)

Algarve Ornitológico

Esta semana foi muito preenchida em termos ornitológicos. Fiz saídas de campo a muitos sítios: Ponta da Piedade, Sagres, Leixão da Gaivota, Vilamoura, Quinta do Lago (duas vezes) e Quinta do Marim. Consegui adicionar mais três aves à minha lista (somo agora 158): O Mergulhão de Crista (Podiceps cristatus), o Frango d'água (Rallus aquaticus), e a Negrinha (Aythya fuligula).

Em termos de fotos fiquei contente e triste. Fiquei contente porque consegui muitas fotos boas. Mas fiquei triste porque desta vez notei bem as limitações da minha máquina fotográfica. Muitas vezes a máquina levava demasiado tempo a focar, e o pássaro já tinha fugido. Outras vezes focava no sítio errado, principalmente quando estava mais escuro. Enfim. Se o Pai Natal for bom para mim no próximo ano, dá-me uma destas.

Frisada (Anas strepera):
Casal de Frisadas (Anas strepera)

Pato-trombeteiro (Anas clypeata):
Pato-trombeteiro (Anas clypeata)

Tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola):
Tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola)

Rola-do-mar (Arenaria interpres):
Rola-do-mar (Arenaria interpres)

Poupa (Upupa epops):
Poupa (Upupa epops)Poupa (Upupa epops)

Pilrito-das-praias (Calidris alba):
Pilrito-das-praias (Calidris alba)

Perna-Verde (Tringa nebularia):
Perna-Verde (Tringa nebularia)Perna-Verde (Tringa nebularia)

Pardal (Passer domesticus):
Pardal (Passer domesticus)

Negrinha (Aythya fuligula):
Negrinha (Aythya fuligula)Negrinha (Aythya fuligula)

Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis):
Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)Mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)

Melro (Turdus merula):
Melro (Turdus merula)

Galeirão (Fulica atra):
Galeirão (Fulica atra)

Gaivota-de-patas-amarelas (Larus cachinnans):
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus cachinnans)

Felosinha (Phylloscopus collybita):
Felosinha (Phylloscopus collybita)Felosinha (Phylloscopus collybita)

Colhereiro (Platalea leucorodia):
Colhereiro (Platalea leucorodia)

Ar de superioridade

Ter razão, ou pelo menos achar que a temos, é um assunto complicado. É complicado porque não é fácil ter razão e mantermo-nos humildes. Mas por favor, façamos um esforço por isso. Até porque podemos nem ter razão.

Fiquei um pouco triste este fim de semana quando vi alguns cristãos evangélicos a gozar da missa do galo na presença de católicos. Fiquei triste porque o que estavam a mostrar não era amor, mas sim soberba. Uma coisa é discordarmos de algo e debatermos sobre isso, outra coisa completamente diferente é gozarmos da fé das outras pessoas, como se a pessoa fosse um ser inferior só por pensar de forma diferente. Assim não vamos lá.

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