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Simplice

A vida é simples

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Origami no IMPACTO

Hoje, no projecto IMPACTO, ensinei Origami.

Foi bastante divertido. Foi além das minhas espectativas, nunca pensei que os jovens aguentassem hora e meia sentados a fazer Origami! E não queriam parar! Para melhorar a coisa, fiz com que falassem um pouco de japonês. Ensinei algumas frases básicas e as cores, que eles tiveram de usar enquanto eu explicava. Sempre que queriam que eu esperasse, tinham de pedir em japonês. E tinham que dizer a cor do papel que queriam em japonês. Desenrascaram-se muito bem :)

O objectivo geral para a actividade foi, dentro do alvo do projecto de melhorar a motivação dos jovens, levá-los a perceber que são capazes de fazer coisas novas. Os objectivos específicos foram:

- Levá-los a perceber que aprender outras línguas é bom
- Mostrar-lhes que eles têm capacidade de fazer origamis
- Ensinar-lhes pelo menos 3 origamis (acabei por ensinar 5)
- Fomentar o trabalho em grupo, fazendo com que se ajudem uns aos outros

Todos os objectivos específicos foram cumpridos, o que foi imensamente positivo. Quando alguém via que a pessoa ao lado estava com problemas, tentava ajudar. Foi muito bom.

Pergunta pertinente

Esta é uma pergunta para ser levada com um pouco de humor.

Como cristãos acreditamos que seremos ressuscitados no fim dos tempos, e que o nosso corpo será restaurado. Vamos ter em conta um cristão que morre, e que é comido por um tubarão. Parte das moléculas do corpo dessa pessoa passam a fazer parte do tuburão. Mais tarde o tubarão é capturado para fazer sopa de barbatanas de tubarão, e um cristão come essa sopa. E parte das moléculas que já fizeram parte do corpo do primeiro cristão passam a fazer parte do corpo do segundo.

A pergunta é: No fim dos tempos, essas moléculas farão parte do corpo restaurado do primeiro cristão ou do segundo?

Rosa Parks

Faleceu ontem Rosa Parks. Um excelente exemplo de luta pacífica. Esta senhora, negra, ousou não ceder o seu lugar no autocarro a um branco em 1955. E foi presa por isso. E esse pequeno acto despoletou um movimento pelos direitos dos negros, liderado por Martin Luther King, que todos conhecemos. Desde esse dia os EUA têm mudado bastante, mas tudo começou com esse pequeno acto pacífico, feito por uma senhora que estava a voltar do trabalho de autocarro.

As pequenas coisas fazem a diferença.

A forma correcta

Muitas vezes nós temos esta atitude: "Eu gosto de músca rap, por isso, toda a gente tem de ouvir música rap!" A música pode tomar várias formas sem deixar de ser música.

Da mesma forma, a igreja pode tomar várias formas sem deixar de ser igreja. O importante é que a verdade central do Evangelho se mantenha. É importante afirmar que há um só Deus, mas não é importante se a igreja se reune em casas, igrejas-edifício ou naves espaciais.

Não existe uma só forma correcta. Devemos antes procurar a forma ideal dentro do contexto em que estamos inseridos. E essa forma ideal, na minha opinião, tem de ter em conta a missão da igreja de fazer discípulos. Ou seja, em vez de ser a forma que mais nos agrada, que nos é mais confortável, devemos ter a sensibilidade de procurar a forma que melhor alcança a comunidade à nossa volta. Mais do que pensar no que é melhor para mim, urge pensar no que é melhor para o próximo. E se a melhor forma de alcançar o próximo for fazer reuniões em código morse japonês em linguagem gestual, então é melhor começarmos a aprender isso.

Questionar é bom?

Eu acho que sim. A minha experiência tem me ensinado que quanto mais questiono aquilo que acredito, mais firmes ficam as crenças que têm uma boa base. E é a única forma de alterarmos em nós aquilo que está mal.

Questionar é bom, e os líderes não devem ter medo disso. Questionar as coisas não é pôr em causa a liderança de uma igreja. É progredir. Nenhum de nós conhece toda a verdade. Nenhum líder conhece toda a verdade. Todos nós somos pessoas com crenças incompletas, que necessitam de ser questionadas, aperfeiçoadas, fundamentadas. E se não as questionarmos, isso não vai acontecer.

Falando dos judeus de Bereia, Lucas disse o seguinte: "Estes tinham sentimentos mais nobres do que os de Tessalónica, e acolheram a palavra com maior interesse. Examinavam diariamente as Escrituras para verificarem se tudo era, de facto, assim." (Actos 17:11)

Questionar é crescer.

Aquilo em que eu acredito

Todos nós temos tendência a pensar que a nossa realidade é que é a realidade correcta. A forma como eu vivo a igreja é que é a forma correcta, e por consequência, todas as outras formas são erradas.

Eu não consigo fazer esse tipo de afirmação. Não consigo porque o meu paradigma de como ser igreja já mudou bastante ao longo da minha vida. E de formas bem radicais. Aquilo que consigo afirmar, é que o cristianismo pode ser vivido de diversas formas no que respeita à forma como a igreja se junta e organiza.

No meio desse processo, as minhas crenças permaneceram as mesmas (90%, pelo menos), embora cada vez mais fortes. Continuo a acreditar que existe um só Deus, criador de todas as coisas. Acredito que esse Deus é o Deus do cristianismo. Acredito na trindade (para simplificar). Acredito que Jesus é plenamente homem e plenamente Deus. Acredito que Jesus ressuscitou e que voltará. Acredito que a salvação só é possível através de Jesus, e que é pela graça e não pelas obras que somos salvos. Mas também acredito que as obras são prova da salvação. Acredito nos dons do Espírito em manifestação nos dias de hoje. Acredito que a Bíblia é inspirada por Deus, superior a qualquer instituição, tradição ou pessoa. Acredito no baptismo e na santa ceia (embora acredite que a forma como a fazemos hoje em dia é demasiado simplificada). Acredito que Jesus nos chamou para fazer discípulos (e não apenas convertidos). E acho que se disser mais do que isto estarei a especificar mais do que é necessário.

Qualquer pessoa que perceba a diferença entre as denominações cristãs, conseguirá "catalogar-me", mas eu recuso-me a catalogar-me com mais do que: Eu sou cristão.

A vida religiosa é parecida à vida espiritual

Às vezes tão parecida que quase não se distingue uma da outra.

O religioso é como o fariseu dos tempos de Cristo. Tem a aparência de pessoa santa, mas essa é apenas uma capa hipócrita da malícia que tem por dentro. À primeira vista parece um santo, mas quando se começa a conhecer a pessoa, vemos que é só fachada.

A pessoa espiritual, por outro lado, por ser humilde, sincera e transparente, pode parecer mundana à primeira vista, mas aquilo que está no seu coração logo vem ao de cima, e vemos a verdadeira identidade dessa pessoa.

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