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Simplice

A vida é simples

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Gostamos da vida como ela é

No meio do novo branding da TMN, surge esta frase: Gostamos da vida como ela é. Eu acho esta frase brilhante. Realmente é altura de gostarmos da vida como ela é. Com os defeitos que tem, com os problemas que tem, a vida é assim. E se não gostarmos da vida como ela é, seremos sempre pessoas frustradas por as coisas não serem melhores. Sem dúvida que é preciso procurar melhorar as coisas, mas há coisas que são como são porque é suposto serem assim. E se nós aceitarmos as coisas como elas são, estaremos numa posição de melhorar as coisas com a atitude correcta, em vez de nos culparmos pelo passado.

Eu gosto da vida como ela é.

O tempo da oração

Achei interessante ler neste artigo que a oração que Jesus ensinou aos discípulos não é longa. É até bastante curta. Por outro lado sabemos que Jesus e a igreja passavam longas horas em oração.

Até que ponto o tempo que passamos em oração "conta"? Não terá mais valor a atitude que temos perante Deus? O que será que tem mais valor? Passarmos muito tempo em adoração a Deus, ou aquilo que nós fazemos (e a forma como fazemos) no dia a dia ser um louvor a Deus?

Acho que tudo isso é importante, e há tempo para tudo. Para orações curtas e compridas, para dias em que adoramos com palavras, e para dias que adoramos com actos. De tudo isso Deus se agrada.

Apanhado de fotos

Recentemente fiz um apanhado das minhas fotos de aves que achei melhores, e que ainda não tinha no flickr. Aqui ficam elas, uma boa oportunidade de ver as maravilhas criadas por Deus.

Pilrito das Praias (Calidris alba):
Pilrito das Praias (Calidris alba)
Garça Branca (Egretta garzetta):
Garça Branca (Egretta garzetta)
Camão (Porphyrio porphyrio):
Camão (Porphyrio porphyrio)
Pavão (Pavo cristatus):
Pavão (Pavo cristatus)
Pato Trombeteiro (Anas clypeata):
Pato Trombeteiro (Anas clypeata)
Toutinegra Real (Sylvia hortensis):
Toutinegra Real (Sylvia hortensis)
Cegonha Branca (Ciconia ciconia):
Cegonha Branca (Ciconia ciconia)
Periquito Rabijunco (Psittacula krameri):
Periquito Rabijunco (Psittacula krameri)
Pato Real (Anas platyrhynchos):
Pato Real (Anas platyrhynchos)
Rola Turca (Streptopelia decaocto):
Rola Turca (Streptopelia decaocto)
Galeirão (Fulica atra):
Galeirão (Fulica atra)
Frisada (Anas strepera):
Frisada (Anas strepera)
Guincho (Larus ridibundus):
Guincho (Larus ridibundus)
Gaivota de Asa Escura (Larus fuscus):
Gaivota de Asa Escura (Larus fuscus)

Aborto Reloaded

Hoje o parlamento aprovou um novo referendo ao aborto. Nada de novo, todos já esperávamos isso.

A diferença entre os apoiantes do aborto e os que são contra é simples. Os que são contra acreditam que o ser humano o é desde o momento da concepção, e os outros acreditam que só a partir das 5/10/15/20 semanas (aí há para todos os gostos). Eu sou contra o aborto, porque considero que um embrião é um ser humano. E como tal, matá-lo é um assassínio. Mas compreendo que outras pessoas tenham uma visão diferente da coisa.

Quanto ao referendo, eu vou votar não. Mas para ser sincero, o resultado do referendo para mim é irrelevante. O que é para mim relevante, é se a igreja em vez de limitar-se a criticar quem o faz, vai ter a coragem de apoiar as pessoas que não têm condições para ter os filhos. Sim, porque aquelas que abortam porque sim, pouco há a fazer. Abortam quer seja legal ou não. Mas há pessoas que gostavam de ter os filhos, e por pressões económicas, socias, ou familiares optam pelo aborto. E se a igreja decidir levantar o rabo do sofá confortável para ir ajudar essas pessoas, aí sim vamos fazer a diferença. Se a igreja não o fizer, continuará a ser apontada como os velhos dos marretas, que criticam da sua posição de conforto, e não se importam realmente com as pessoas que estão a passar por essas situações.

Fim de Semana Europeu de Observação de Aves

Vai ser no próximo fim de semana, um pouco por todo o país. É uma excelente oportunidade de ver o que é isto da observação de aves.

Gostava de destacar no dia 1 a saída pelágica (marinha, para os leigos) às Berlengas, na qual vou participar, e no dia 2 a saída de campo à Ria de Alvor, organizado pela A Rocha, uma entidade cristã. Todas as saídas são grátis, excepto a das Berlengas. Mais informações no programa que se encontra aqui.

Paixão precisa-se

Não, não é esse tipo de paixão. É o tipo de paixão que nos leva a fazer algo, é o tipo de paixão que nos tira a indiferença, é o tipo de paixão que nos leva a agir.

A paixão é a melhor coisa para motivar uma pessoa, e o amor é a melhor coisa para manter a pessoa motivada. Se a pessoa não se apaixona por um projecto, nunca dará o passo de se envolver nele. E se não criar amor por esse projecto, o seu envolvimento durará apenas enquanto a sua paixão durar.

Muitas vezes os líderes perguntam como motivar as pessoas a fazer algo. Têm um projecto, e querem que as pessoas adiram a ele. Penso que o processo deve ser ao contrário. Devemos ver quais são as paixões das pessoas, perceber quais os projectos que elas ambicionam. Se os descobrimos e os desenvolvemos, bem cedo perceberemos que não é preciso motivar as pessoas, porque a motivação sempre esteve lá. Tentar que elas façam algo pelo qual não têm interesse é que não leva a lado nenhum.

Justificação

Ontem, na mesma conversa do post anterior, falámos sobre a justificação. A diferença entre a forma como nós vemos a justificação, e a forma como os judeus no tempo de Cristo viam a justificação.

Uma parte da Bíblia que não tem lógica nenhuma quando pensamos no nosso conceito moderno de justificação, encontra-se no capítulo 38 de Génesis. Vale a pena ler com atenção, mas resumido diz que foi prometido a uma mulher que certo homem casaria com ela. Como a promessa não foi cumprida, ela disfarçou-se de prostituta, e enganou-o de forma a ele casar com ela. Aos nossos olhos, ela usou de engano, e não há justiça neste acto. No entanto, o versículo 26 diz que: "Judá reconheceu-os e disse: «Ela é mais justa do que eu, pois é verdade que não lhe dei o meu filho Chelá.»". A questão de justificação para o povo judeu não estava no acto ser bom ou mau, mas na questão de fidelidade. Ela foi justa porque foi fiel ao que tinha sido combinado, e não porque agiu de forma ética (até porque foi tudo menos ética).

Nós cristãos somos justificados pela fé, sem dúvida, mas a decisão que tomámos foi de sermos fiéis a Cristo. E é nesse acto de decidirmos ser fiéis a Cristo que somos justificados. É assim que o judeu nos tempos de Jesus entendia a justificação. Claro, como parte de sermos fiéis a Cristo devemos também agir de forma ética. Mas isto faz-nos lembrar estas palavras de Tiago: "De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo?" (Tiago 2:14). Não que a salvação venha pelas obras (Efésios 2:8-9), mas as obras fazem parte da fé. E não existe fé sem obras.

A fé nas obras

Ontem numa conversa com o Allan, falamos um pouco sobre as obras. Regra geral, os protestantes acreditam que a salvação (seja lá o que isso for) é adquirida pela fé, e não pelas obras. Por outro lado, os católicos acreditam que a salvação vem pelas obras. E este é um dos pontos de maior conflito teológico entre os dois movimentos.

É interessante notar que os evangélicos, como "bons" protestantes que são, acreditam que a salvação é pela fé. No entanto, alguns deles apenas o são na teoria. Porquê? Coloca-se uma série de condições antes da conversão das pessoas. Primeiro a pessoa tem de deixar de fumar, de beber, de consumir drogas, de prostituir-se, de roubar, e em alguns casos até as mulheres têm de ter o cabelo comprido, usar saias compridas (nada de calças), e por aí vai. No fundo, é uma lista de regras (obras) que as pessoas têm de cumprir antes de se converterem ao cristianismo.

Na teoria, a salvação é pela fé. Na prática, primeiro vêm as obras, para que depois possa vir a fé. Que coisa triste. É verdade que a fé vem acompanhada de obras, mas inverter a coisa é colocar na pessoa um fardo que ninguém pode suportar. Quem é capaz de mudar a sua vida pelas suas próprias forças? Antes é necessário nos entregarmos primeiro a Cristo, e deixar que ele vá limpando a porcaria que há na nossa vida.

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