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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Testemunhas de Jeová

Um pensamento que tive ontem ao cruzar-me com dois testemunhas de jeová (mais exactamente a coisa chama-se Torre de Vigia) na rua. Nunca os vi a fazer trabalho social. A igreja católica faz resmas de trabalho social, os mórmons também fazem algum, os evangélicos mais ou menos, e quase qualquer seita que me lembre faz trabalho social. Fora os satanistas, mas também isso seria contra a sua cultura, acho. Budistas, islâmicos, todos fazem trabalho social. Não me consigo lembrar de mais nenhuma religião que não o faça.

Provavelmente estou errado, se calhar até fazem algum trabalho social do qual não tenho conhecimento. Alguém conhece?

A título de piada, porquê Torre de Vigia? Tem alguma coisa a ver com o Sauron do senhor dos anéis?

Comissões e a arte de ignorar

Parece que vão criar uma comissão para debater a questão dos incêndios. Parece que o ano passado também fizeram uma. Quais foram as conclusões? Que proveito tem?

As comissões para mim são um paradoxo. Na teoria parece que é uma boa coisa, falar das questões e descobrir uma forma de as resolver, e depois passar à implementação. É tudo muito bonito. Na prática, as comissões não dão em nada. É só tachada e fica tudo na teoria. E na igreja é semelhante. Não conheço uma que tenha resolvido seja o que for. Normalmente embrulham o problema eternamente até já ninguém se lembrar da coisa nem se importar com a coisa.

Será que alguém conhece uma comissão que tenha dado resultados?

Persistir até ao fim

"E não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido." (Gálatas 6:9)

Hoje em dia não queremos nada disto. Leva demasiado tempo. Desistimos demasiado cedo, se a coisa não dá os resultados esperados em 6 meses, então passamos imediatamente para outra coisa. Isto porque não temos verdadeira convicção da nossa missão. Temos antes uma certeza dos alvos que queremos alcançar, e vamos experimentar mil e uma maneiras de os alcançar.

Eu não estou a dizer que devemos seguir cegamente na mesma direcção independentemente de tudo o que acontece. Mas estou a sugerir que em vez de esperarmos resultados rápidos e fáceis, precisamos pensar diferente, e estar dispostos a perseverar até ao fim. Porque se estamos a fazer o bem, a seu tempo colheremos. Precisamos é perceber que bem é esse que precisamos fazer, e persistir nisso, até que haja colheita.

Google Talk e Mensageiro do Sapo

Finalmente aconteceu aquilo que já estava à espera há algum tempo. O Google lançou um IM, o Google Talk baseado em Jabber, para concorrer com o MSN e afins. Já lá podem ir fazer o download. Permite aquilo que todos os outros permitem, aí não há grandes novidades. Os users do cliente são as contas do gmail.

Porque é que isto é bom? Por duas razões principais. Primeiro, porque finalmente temos alguém grande a usar o Jabber como protocolo. O Jabber é um protocolo standard que qualquer um pode usar, existem n aplicações diferentes que usam esse protocolo, por isso não é preciso uma aplicação específica para usar o protocolo (ver mais vantagens aqui). Segundo porque o Sapo também tem um IM baseado em Jabber, com montes de funcionalidades, que pode ser encontrado aqui. E visto que ambos usam jabber, quem tem o Mensageiro do Sapo pode adicionar contactos do Google Talk à sua lista. Isso vai ser bom para o Sapo, na minha opinião, e o que é bom para o Sapo é bom para mim, visto que trabalho lá :).

O valor dado à arte

Se a igreja (edifício) necessita de mudar a canalização, ninguém pensa em pedir a um canalizador da igreja para o fazer de graça. E muito menos pede que o mesmo canalizador além de trabalhar de graça, ainda seja ele a gastar no material que vai ser usado. Até porque pareceria um bocado estranho. Claro, se alguém quisesse fazer isso voluntáriamente, tudo bem. Mas ninguém acha correcto exigir isso de um canalizador só porque é membro da igreja. E muito menos o canalizador seria mal visto pelas outras pessoas se desempenhasse a sua função fora da igreja.

No entanto, se a pessoa for um músico, as coisas mudam de figura. O músico da igreja só pode tocar na igreja, de graça, e tem que entrar com o material. E se alguém sequer pensa em dizer que gostava de receber algum dinheiro pelo que faz, então já é visto como um desviado. Se alguém quer tocar música fora da igreja, é pior que um desviado. E se alguém não quer que uma música criada por ele seja usada na igreja sem que paguem direitos de autor, é visto como o próprio anti-cristo.

Se esse é o padrão, então que ninguém na igreja receba ordenado, que todos contribuam gratuitamente com os seus serviços, quer sejam músicos, canalizadores, pedreiros ou pastores. Ou as artes são menos dignas de salário?

Sudoku

Meti-me nisto hoje, para experimentar o que é, e a impressão inicial é que é muito mais fácil de resolver do que eu pensava. Puxa um pouco pelos neurónios, que é uma coisa que acho que faz falta a todos nós, e é uma boa forma de passar tempo nos transportes públicos, salas de espera, e afins. Quanto a ser viciante, talvez, ainda não deu para saber bem.

Update: O Sudoku é um puzzle composto por nove linhas e nove colunas, dividido em 9 caixas de 9 casas, e em que os números não se podem repetir na respectiva caixa, linha, e coluna. Vejam melhor aqui.

Estamos sempre com pressa

Estamos sempre com pressa de ver as coisas acontecerem. Queremos fazer n coisas ao mesmo tempo, queremos que tudo se concretize rápido. E por isso todo o nosso esforço é colocado em fazer coisas que trazem resultados imediatos, visíveis e mensuráveis. Chegamos a um ponto em que o que importa é o alvo, e não a forma como atingimos o alvo. Importa o crescimento numérico, não a qualidade desse crescimento.

Precisamos parar. Precisamos ver que a forma como fazemos as coisas é fundamental para a sua qualidade e durabilidade. Não basta fazer, é preciso fazer bem. E fazer bem requer tempo, muito tempo. Requer um investimento contínuo naquilo que não é visível ou mensurável. E só o podemos fazer se estivermos numa posição em que não somos pressionados por ninguém, em que estamos livres para agir conforme Deus nos mostra, e levarmos o tempo necessário para fazer as coisas bem.

Justiça e misericórdia

Ontem na reunião de oração a Fabiana leu este Salmo, do qual mostro apenas 3 versículos:

"O Senhor é rei: tremam os povos!
Ele tem o seu trono sobre os querubins:
trema a terra inteira!
O SENHOR é grande em Sião;
o SENHOR está acima de todos os povos.
Louvem o teu nome, grande e terrível,
pois é santo e poderoso."

(Salmo 99:1-3)

Deus é um equilibrio entre justiça e misericórdia. Ao longo dos tempos, a igreja inclinou-se mais para uma dessas facetas, e neste momento acho que a igreja está a dar muito mais atenção à faceta da misericórdia, enquanto noutras alturas fez o oposto.

Este equilíbrio é algo difícil de gerir. Por um lado Deus é amor, é o nosso pai, e tem um relacionamento connosco. Por outro ele é um Deus justo, e embora tardio em irar, a sua misericórdia para connosco tem limites, e por vezes chegam momentos em que Deus tem de efectuar essa justiça. Por um lado é um pai amoroso a quem podemos chegar com confiança, por outro lado é um Deus justo a quem devemos temer.

Apenas alguns pensamentos, não quero aprofundar demasiado o tema. É mesmo só para fazer pensar.