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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Speed of Sound - Coldplay

How long before I get in?
Before it starts, before I begin?
How long before you decide?
Before I know what it feels like?
Where to, where do I go?
If you never try, then you'll never know.
How long do I have to climb,
Up on this side of this mountain of mine?

Look up, I look up at night,
Planets are moving at the speed of light.
Climb up, up in the trees,
every chance that you get,
is a chance you seize.
How long am I gonna stand,
with my head stuck under the sand?
I’ll start before I can stop,
or before I see things the right way up.

And all that noise and all that sound,
all those spaces I have found.
And birds go flying at the speed of sound,
to show you how it all began.
Birds came flying from the underground,
if you could see it then you'd understand…

Ideas that you'll never find,
all the inventors could never design.
The buildings that you put up,
Japan and China all lit up.
The sign that I couldn't read,
or a light that I couldn't see,
some things you have to believe,
but others are puzzles, puzzling me.

And all that noise, all that sound,
all those spaces I have found.
And birds go flying at the speed of sound,
to show you how it all began.
Birds come flying from the underground,
if you could see it then you'd understand,
Oh when you see it then you'll understand…

All those signs, I knew what they meant.
Some things you can invent.
Some get made, and some get sent,
Ooh…
and Birds go flying at the speed of sound,
to show you how it all began.
Birds came flying from the underground,
if you could see it then you'd understand,
oh, when you see it then you'll understand…

Liberdade McDonalds

Seguindo a máxima de "se pensas por ti pensas mal, quem pensa por ti é o comité central", muitas denominações cristãs disciplinam os seus membros por pensarem de forma diferente. Não porque seja contra aquilo que está escrito nas Escrituras, mas porque não está de acordo com a interpretação feita pela denominação. Bom, e se não pensas como a tua denominação, ou mudas, ou mudas-te, porque ai de nós se temos pessoas que pensam de forma diferente.

Chama-se a isto liberdade McDonalds. Tu vais ao McDonalds, e tens a liberdade de escolher um Big Mac, ou um Pita Mac, ou até podes escolher um Big Mac sem pickles. Mas experimenta ir lá pedir feijoada. Tudo bem, estamos a falar de restaurantes, na realidade temos liberdade de ir a qualquer restaurante ou fazer a comida que quisermos.

Na vivência cristã, também deveria ser assim. Tudo bem, existe um limite de liberdade. Da mesma forma que só podemos/devemos comer comida, também só podemos/devemos praticar o que está de acordo com as Escrituras. O problema é quando nos querem dar apenas as comidas preparadas por uns determinados cozinheiros, e impedir-nos de comer outras comidas. Aí, passamos a ter uma semi-liberdade, em que começamos a ser olhados de lado se pensamos de forma diferente. E esta semi-liberdade é uma forma de controlo, exercido por uma organização pelos seus membros, que impede qualquer possibilidade de mudança, de evolução, e que torna tudo burocrático, estagnado, previsível.

Bom, eu acho que comer feijoada de vez em quando também é bom.

Igreja no Café

Se Jesus viesse agora em vez de ter vindo há dois mil anos, e escolhesse Portugal, onde é que ele iria ter com as pessoas? Bom, por um lado, iria às nossas igrejas instituição, e chamaria de hipócritas a muitos dos religiosos, assim como há dois mil anos o fez com os escribas e fariseus nas sinagogas e nos templos. Mas e onde iria ter com o povo? Onde é que está o povo?

Acho que para a nossa cultura portuguesa, a resposta é nos cafés, bares, discotecas. Se bem que seria um bocado complicado Jesus falar numa discoteca, como é para qualquer um, acho que os cafés e os bares seriam os sítios onde Jesus iria procurar as pessoas.

Ultimamente temos pensado em experimentar uma coisa. Irmos para um café, orarmos, estudarmos a Palavra de Deus, estarmos uns com os outros. Fazer um encontro diferente, não fechados nas nossas casas, mas no meio da comunidade que está à nossa volta.

Vinde a mim e esvaziai as vossas carteiras

Está aqui um óptimo exemplo do que não é o cristianismo. Benny Hinn, bem conhecido do meio evangélico, foi fazer uma campanha evangelística à Nigéria. Mas como não houve participantes suficientes, ao 3º dia, em pleno palco, queixou-se dos 4 milhões de dólares de prejuízo que teve, disse que a culpa era das igrejas locais, e que elas iriam pagar todas as despesas.

É isto mesmo, grande exemplo. Eu vou fazer uma campanha evangelística para meter ao bolso. Sim senhor.

Voltar atrás e ver erros que pareciam não ser

Durante a nossa vida cometemos erros. Muitos deles logo no momento soubemos que estávamos a errar. Mas noutros casos, pensávamos que estavamos a fazer algo correcto. Se hoje, ao olharmos para trás, conseguimos ver erros onde antes não viamos, significa que estamos a crescer. Significa que nessa área da nossa vida houve uma evolução, porque pensamos de uma forma errada em relação a algo, e agora conseguimos ver a forma correcta.

Se olharmos para o último ano, e não formos capazes de encontrar coisas que pensávamos estar a fazer bem e que não estávamos, o mais certo é termos estagnado, e não estarmos a evoluir.

Qual o lugar da nossa vida em Deus?

Através de uma conversa com o Allan ontem à noite no curso Alfa, e hoje pelo MSN, fui levado a este artigo do Ross.

Fomos treinados muitas vezes a pensar qual é o lugar de Deus na nossa vida, que ele deve estar em primeiro lugar, que deve ser a prioridade nas nossas vidas. Mas isso vem de uma permissa errada. Não é o lugar que Deus tem na nossa vida que importa, mas o lugar que a nossa vida tem em Deus. Quando pensamos em prioridades, passamos a pensar em categorias. Esta é a parte de Deus, esta a da família, e assim por diante. Mas não é assim, Deus está presente em todas as áreas da nossa vida, e age através de nós em todos os momentos. Não se trata de lhe dar a prioridade, mas de estarmos nele. Se perceberem inglês, leiam o artigo, pois vale mesmo a pena.

Liberdade Religiosa para mim

Mas para os outros não. Infelizmente esta é a atitude de muitas pessoas, e não pode ser. Todas as pessoas têm direito à sua liberdade religiosa, e de defenderem (verbalmente) a sua religião, espaharem a sua religião, etc. A partir do momento em que dizemos que não a isso, estamos a mostrar duas coisas. Primeiro, não estamos a amar. Segundo, a convicção na nossa fé se calhar não é tão forte assim, se temos medo da influência dos outros.

Digo isto tudo apesar de eu não ver o cristianismo como uma religião, mas como uma vivência.

Discipulos que se amam

"Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:34-35)

É isto mesmo. A igreja é suposto ser isto: Uma comunidade de discípulos (seguidores a sério) de Cristo que se amam entre eles, e que amam aos que estão fora. E é isto que devemos procurar a cada dia.

Institucionalismo gera entropia

Quando uma igreja começa a hierarquizar-se e a institucionalizar-se, isso começa a gerar entropia, a comunidade deixa de ter as engrenagens tão bem oleadas, e surge a burocracia. À medida que se geram mais ministérios, e comités, e hierarquias para combater essa entropia, na realidade a comunidade vai ficando com mais entropia, até ao ponto em que a instituição deixa de servir a comunidade e passa a ser a comunidade a servir a instituição. Nesse ponto perde-se a igreja. a alternativa, é a igreja ser aquilo que sempre foi suposto ser: um organismo. Observem as formigas, ou as abelhas. Têm muita sabedoria a nos dar...

Semper Reforma

Eis um princípio da reforma protestante. Semper Reforma, ou seja , reforma contínua. É disto que a igreja precisa, constantemente. A reforma protestante não foi suficiente para nos livrar de todos os erros criados com séculos de trevas, o protestantismo também precisa ser reformado, todas as igrejas precisam ser reformadas. Afinal de contas, todos somos humanos, e como tal, falhamos. Por isso, é impossível não encontrar coisas que necessitam de reforma.