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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

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Tomá lá 1 euro, mas não o gastes todo no mesmo sítio

Olhando por alto para os orçamentos das igrejas que conheço, acho que pelo menos 90% do orçamento é gasto com o edifício, despesas correntes do edifício, e com os pastores. Isso sem contar com outras que conheço que às vezes nem têm o suficiente para dar aos pastores por se terem endividado com o edifício. Ou seja, na melhor das hipóteses, sobra 10% do orçamento para trabalho social, evangelismo, e outras coisas que realmente fazem a diferença.

Se compararmos com o judaísmo, e falando só dos dízimos, a grande maioria dos dízimos ia para os pobres, as viúvas, e os estrangeiros. Aquilo que ficava para o templo, ou seja, para o edifício e sacerdotes, era de cerca de 1/3 (Um dia destes escrevo acerca do dízimo e como chego a estes valores). Na igreja do primeiro século a questão quase nem se punha. Não tinham edifícios, e muitos dos líderes tinham um trabalho para os sustentar, com excepção dos apóstolos que estavam em Jerusalém. O próprio Paulo de vez em quando trabalhava para ter sustento. No entanto, como diz a Bíblia, tinham tudo em comum, e ajudavam todos os que precisavam.

Não estou aqui a dizer que a igreja não deve ter edifícios ou líderes assalariados. Estou a dizer é que 90% do orçamento ser gasto nisso é muito.

Legalizar a igreja sem nos irem ao bolso

O processo de legalização de uma igreja é simples. Desde que se cumpra os requisitos, é preencher um formulário que custa €2,50, e entregá-lo. Quem necessitar de informações pode aconselhar-se com a AEP, que eles ajudam gratuitamente.

Estou a dizer isto porque parece que há quem se ofereça a ajudar as igrejas a se legalizarem pela módica quantia de €1000. Não vou pôr em causa a integridade da pessoa que o faz, nem vou fazer comentários de quanto essa pessoa deve pôr ao bolso, mas é só para avisar que existe uma alternativa mais barata.

Update: Graças aos comentários da Vilma, fiquei a saber que o preço é cerca de 130€.

Edifícios q.b.

As igrejas estão viciadas em edifícios. O edifício é visto como uma pedra fundamental da igreja, e se não houver edifício parece que não há igreja. As atenções e as finanças estão focalizadas no edifício, muitas vezes. Tudo está centrado no edifício. As actividades todas da igreja são feitas no edifício.

Muitos dos edifícios que foram construídos pelas igrejas estão hoje às moscas. Muitos que conheço que pensavam que o edifício ia resolver todos os problemas, acabaram por ver que o edifício não fez crescer a igreja, a não ser em dívidas. Muitas igrejas que começaram com formas simples, em que a comunidade era forte, passado algum tempo de terem um edifício, gradualmente perderam o conceito de comunidade. Por outro lado, a igreja do tempo dos apóstolos reunia-se em casas, na rua, nos templos pagãos, nos edifícios estatais, onde fosse. O edifício não era algo central.

O problema é quando o edifício deixa de servir a igreja, e passa a ser a igreja a servir o edifício.

Ajudar os outros, mas só se valer a pena

Eu acredito que os cristãos devem fazer coisas em prol da comunidade, no sentido lato, sem esperar nada em troca. Vejo o amar os outros e o fazer o bem aos outros como fins em si mesmo. Sempre que temos a oportunidade de servir as pessoas, acredito que estamos a servir a Deus.

Fico triste quando vejo igrejas (institucionais, quais haviam de ser) a pôr de parte a área social, ou a torná-la como serva do ministério de evangelismo. O que interessa, para esses, é o evangelismo, e se não se estão a converter pessoas com esse trabalho social, então não vale a pena continuar com ele. Será que se o Desafio Jovem não convertesse ninguém, mas libertasse o dobro de pessoas das drogas, deixaria de ser algo válido? Será que Deus só ama as pessoas que se irão converter? Creio que não. No entanto vejo que em muitas das nossas igrejas a área social é negligenciada, esquecida, relegada para um papel secundário.

Creio que a obra social deve ser vista como um fim em si mesmo, algo que fazemos por sermos seguidores de Cristo. E se alguém no processo vir a luz e se converter em discípulo de Cristo, tanto melhor.

Política de comentários

A minha política em relação a comentários é bastante liberal. Qualquer pessoa pode comentar. Desde que o comentário não tenha nada de ofensivo, ele não é apagado. Se tiver algo ofensivo mas ao mesmo tempo tiver conteúdo interessante, arrisca-se a ser apagado, e seguindamente coloco um comentário com a parte interessante do comentário, dizendo quem escreveu. Sempre que for interessante, responderei aos comentários assim que poder. Basicamente é isso.

Deus ex machina

Nos dramas gregos antigos, quando uma situação aparentemente insolúvel surgia, era resolvida pela intervenção de um deus, normalmente trazido ao palco por um mecanismo complexo. Daí surgiu a frase "Deus ex machina", que no fundo é quando Deus intervem numa situação aparentemente sem solução.

É um verdade que tenho vivido na minha vida por várias vezes, e que vem reforçar a minha fé. Quando parece que já não é possível, Deus surge e conserta o que está estragado. Ele cura, ele liberta, ele muda. A Ele toda a glória pela sua misericórdia.

A Paula conseguiu

A minha Paula conseguiu aquilo que sonhava há uns anos, começar a trabalhar na área dela, que é Educação Social. Hoje é um dia muito feliz para nós!

Agradeço a todos os que têm orado connosco acerca disto, e agradeço acima de tudo a Deus pela oportunidade que lhe deu. E pela forma como tem estado connosco sempre. Sexta feira já começa a bulir.

Franchising de Igrejas

Cada país tem a sua cultura, a sua forma de ser e de estar, as suas particularidades. É pena quando as organizações missonárias e os seus missionários fecham os olhos a isso, e plantam igrejas franchisadas, cópias daquilo que têm nos países de origem. Esse tipo de igreja pode até ser relevante no país de origem, mas não o são quase de certeza no país de destino.

Está na altura de isso acabar, e de começarem a surgir cada vez mais igrejas que estão de acordo com a nossa cultura, sem comprometer as verdades bíblicas. Igrejas que são um espelho da realidade portuguesa, e não da realidade americana, inglesa, ou chinesa. Igrejas que falam à nova geração. Igrejas que conseguem ver e aceitar formas diferentes de louvor e adoração. Formas diferentes de oração. Formas diferentes de comunhão.

Até o McDonalds já vende sopas e Pita Macs, mas nós ainda insistimos nos hinos, e no pastor de fato e gravata, e na rotina de culto (Louvor, Oferta, Pregação), e nas pregações não participativas, e no sei lá mais o quê. Vamos ter a humildade de aceitar que a igreja pode ser bastante diferente, e ainda assim ser igreja.

Regularidade e tamanho de artigos

Uma coisa que me tenho questionado é, com que regularidade devo colocar artigos? Quantos artigos devo colocar por dia? E que tamanho deve ter um artigo?

Com base no meu uso de blogs, acabei por decidir-me por um máximo de 5 artigos por dia, e tento que não sejam longos. Penso que a partir daí já estou a escrever mais do que as pessoas são capazes de ler, tendo em conta que têm outras coisas para ler. Noto que, pessoalmente, se um artigo de alguém for demasiado longo, tendo a ler na diagonal ou passar para o seguinte, enquanto que no número de posts sou mais flexível.

E com vocês? Como é que preferem? Deixem os vossos comentários, pois irão ajudar-me a melhorar o blog.

Louvor e Adoração unplugged

Analisando por alto algumas músicas que são usadas para "louvor e adoração" na igreja, mais ou menos um terço delas estão teologicamente erradas, outro terço não são nem louvor nem adoração, e do terço que sobra, a maioria são individualistas. Como se isso não bastasse, a música substituiu na maior parte dos casos os outros tipos de louvor e adoração.

Acho que perdemos a simplicidade de louvarmos e adorarmos o nosso Deus. Parece que estamos incapacitados a fazê-lo sem música. Quando oramos, pedimos muito, agradecemos pouco, e louvamos e adoramos quase nada. A oração em grupo, na maioria dos casos, é uma lista de assuntos pelos quais se ora, um de cada vez, e depois vamos para casa. Orar tornou-se uma forma de petição apenas, como se um diálogo com alguém fosse completo só com pedidos. Deus deixa de ser alguém com quem temos um relacionamento, e passa a ser alguém a quem pedimos coisas.

O louvor e a adoração a Deus pode ser feito com música, mas também com palavras e acções. Em particular ou em público.

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