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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

Isto é igreja

Ser igreja é juntar o pessoal que acredita como nós. Falar das coisas de Deus, comer juntos, jogar juntos, aprendermos uns com os outros como melhor praticar o amor de Deus à nossa volta. Cada um de nós com as suas virtudes e defeitos, cada um de nós num estágio diferente na peregrinação nesta terra, mas juntos, a tentar perceber o que significa ser cristão em todos os momentos da nossa vida.

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Tempo bem passado

O que é tempo bem passado? Dou por mim muitas vezes a chegar ao fim do dia, e sentir que desperdicei tempo.

Recentemente morreu um amigo meu, faz pouco mais de duas semanas. Gostava de me ter esforçado mais para estar com ele, gostava de ter passado mais tempo com ele, gostava que o tempo que passei com ele realmente reflectisse o que eu sentia por ele. E isso fez-me pensar nas prioridades da minha vida, porque a forma como usamos o nosso tempo é a melhor forma de mostrar as nossas prioridades. E olhando para a minha vida, vejo que tenho passado pouquíssimo tempo com os meus amigos. Por outro lado, vejo coisas nas quais tenho investido demasiado tempo. Algumas coisas precisam ser alteradas na minha vida.

É pena que sejam necessários eventos tão graves para que analisemos seriamente a nossa vida...

Música do dia: Alive dos P.O.D.

OK, eu sei que a música já tem uns anitos (2001), mas hoje deu-me para ouvi-la várias vezes. Acho que representa bem aquilo que o cristão sente no seu dia a dia, aquela certeza de que Deus existe que não se explica mas que é clara a cada dia, para quem o tem como Senhor.

Everyday is a new day
I'm thankful for
Every breath I take
I won't take you for granted (I won't take you for granted)
So I learn from my mistakes
It's beyond my control
Sometimes it's best to let go
Whatever happens
In this lifetime
So I trust in love (so I trust in love)
You have given me
Peace of mind

Chorus:
I feel so alive
For the very first time
I can't deny you
I feel so alive
I feel so alive
For the very first time
And I think I can fly (fly)

Sunshine upon my face (sunshine upon my face)
A new song for me to sing
Tell the world
How I feel inside (Tell the world how I feel inside)
Even though it might
Cost me everything
Now that I know this
So beyond, I can't hold this
I can never
Turn my back away
Now that I've seen you (Now that I've seen you)
I can neva look away

Repeat chorus

Now that I know you
(I could never
Turn my back away)
Now that I see you
(I could neva look away)
Now that I know you
(I could neva
Turn my back away)
Now that I see you
(I believe no matta
What they say!)

Repeat chorus twice

Organização e o Bicho Papão

Ontem, numa aula do IBP, falamos sobre igreja e organização, e o professor Fernando Almeida apontou para o facto de que organização em si não é má, desde que a organização sirva o organismo. A partir do momento em que o organismo passa a servir a organização, é que passa a ser mau.

Pois é, analisando a igreja à minha volta, passado algum tempo os papéis invertem-se sempre. A organização começa a ser o mais importante. Não tenho nada contra a organização, devemos ser pessoas organizadas. O tipo de organização que se impõe no organismo é que está mal. Uma igreja não é uma empresa. Em vez desta organização hierárquica legalista, porque não ter uma organização natural, como num ecosistema? Como numa colmeia, ou num formigueiro?

Ser sal e luz

"Se retirares da tua vida toda a opressão,
o gesto ameaçador e o falar ofensivo,
se repartires o teu pão com o faminto
e matares a fome ao pobre,
a tua luz brilhará na tua escuridão,
e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia."
(Isaías 58:9b-10)

Se pensas por ti pensas mal, quem pensa por ti é o comité central

Parece que às vezes há medo que as pessoas pensem por si próprias. É necessário, para proteção delas, que não tenham de descobrir por si próprias a verdade de Cristo. É preferível dar-lhes um conjunto de regras que elas têm que seguir, que estão de acordo com os dogmas instituídos pela igreja-instituição. Porque se receia tanto que as pessoas vão ver à Bíblia o que ela realmente diz? Será que isso poderia colocar em risco a igreja-instituição actual? Será que isso faria com que as pessoas questionassem o que é ser igreja? E será que as suas conclusões seriam muito diferentes da igreja-instituição?

Por favor, não pensem, não vasculhem. Sabe-se lá quantos monstros estão escondidos no armário. A não ser que queiram levar o vosso cristianismo realmente a sério.

Peixe frito

Uma receita de peixe frito passou de pessoa em pessoa. Pega-se no peixe, tira-se o rabo e a cabeça do peixe, põe-se um determinado número de especiarias, e leva-se a fritar. Acompanha-se com batatas.

Quando essa receita chegou a uma pessoa, essa pessoa achou curisoso que se tirasse a cabeça e o rabo. Porquê isso? E perguntou à pessoa que lhe passou a receita, e ela não soube responder. "Sempre se fez assim", disse ela. Essa pessoa ainda ficou mais curiosa, e foi de pessoa em pessoa, para descobrir a razão disso, cada vez mais perto da origem da receita. Até que chegou a uma avozinha já bem idosa, que tinha inventada a receita. "Porque se corta a cabeça e o rabo do peixe?" perguntou à idosa, ao que ela respondeu: "Ah! Isso é porque a minha frigideira é pequena e o peixe não cabe inteiro lá dentro."

Quantas vezes continuamos a impôr tradições, quando a razão para a tradição já não existe? As tradições são criadas para irem ao encontro de uma necessidade. Quando essa necessidade deixa de existir, é melhor deitar fora essa tradição.

Sagrado vs Profano

St. Patrick Cathedral
Alguns tendem a categorizar determinadas coisas como sagradas. Apenas aquilo que é sagrado pode fazer parte da vida da igreja. Tudo o que não é sagrado é automaticamente profano, claro. Por exemplo. O futebol é sagrado? Claro que não, logo, é profano. Logo, o crente em Cristo não deve jogar futebol. E assim vão-se separando coisas da vida da igreja.

Existe música sagrada, e música profana, e claro que apenas devemos ouvir música sagrada. São criadas regras para identificar o que se pode ou não ver ou ouvir. Regras que criam separação. Regras que transformam de tal modo a igreja, que passado algum tempo já ninguém se identifica com a igreja, apenas aqueles que criaram as regras.

As coisas em si não são sagradas ou profanas. Uma faca em si mesma não é sagrada ou profana. Um determinado estilo de música não é sagrado ou profano. O uso que fazemos dessas coisas é que são para edificação ou não. Uma faca pode ser usada para matar, ou para cortar alimentos. A música pode ser criada para gerar efeitos negativos ou positivos. Em vez de regras sem sentido, precisamos olhar para as atitudes, e aceitar que a demonstração de fé de uma pessoa pode usar um estilo de música que nós não gostamos. Desde que Deus esteja a ser glorificado em tudo o que fazemos, então está tudo bem.

Jesus lavou os pés dos seus discípulos

E depois de lavar os pés, disse: "Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." (João 13:12-15)

Que lição de liderança. Ser líder é primeiro que tudo servir. Que contraste com os jogos de poder que acontecem nos dias de hoje. A liderança da igreja segue cada vez mais o modelo empresarial, e não o modelo de Cristo. Algo tem de ser radicalmente mudado, temos de recuperar o modelo de liderança de Cristo. Ser líder não é ter fama, dinheiro, carros. Ser líder é ser um servo. É ajudar todos a chegarem-se mais perto de Cristo, e a desempenharem a sua missão. É não ter medo de ser substituído mas alegrar-se quando alguém consegue ir mais além.

"Entendeis o que vos tenho feito?"

Amai-vos uns aos outros como Cristo vos amou

Amar é uma coisa muito séria, principalmente se tivermos em atenção a forma como Cristo nos amou, que deu a sua vida por nós. E depois diz-nos para nos amarmos uns aos outros como ele nos amou. Eu diria que isso é colocar a fasquia bastante elevada.

Se eu considerar as pessoas que conheço, os meus amigos, a minha família, até que ponto eu daria a minha vida por eles? Por pessoas da minha família certamente seria mais fácil. Mas será que daria a vida por um amigo? Daria literalmente a vida por um amigo? Não sei se seria capaz se tal oportunidade surgisse.

Por outro lado, também podemos dar a vida uns pelos outros no dia a dia, no sentido de ajudar outros nas suas necessidades. Isso requer gastar tempo e dinheiro na vida de quem precisa. Não só na vida dos nossos amigos e dos nossos familiares, mas na de todos aqueles que se atravessam no nosso caminho. Não é fácil, mas é necessário.

Na prática, isso pode ir desde tornar-se dador de sangue ou de medula, até ajudar o nosso vizinho a pintar a casa. E existem muito mais formas de o fazer. Por favor, coloquem nos comentários sugestões de coisas que se podem fazer. Na prática.