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Simplice

A vida é simples

Simplice

A vida é simples

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A culpa é tua de não me perceberes

Existem diversas formas de transmitir uma mensagem, e a forma que é usada deve ser pensada de acordo com o objectivo, e com as pessoas que vão ouvir a mensagem. Existem várias formas, e elas não são erradas em si mesmas. Mas umas são melhores para determinadas situações do que outras.

Se eu vou falar para 500 pessoas sobre o que é ser igreja, provavelmente iria usar o método da pregação, com espaço para algumas perguntas no fim. Teria consciência que atingiria poucas pessoas, mas a culpa não era delas. A forma não é a melhor. Além disso, se eu estiver errado, dificilmente descobrirei isso.

Se falar para 10 pessoas, prefiro falar com elas do que para elas. Aí vamos debater. Porque eu não sou o detentor de todo o conhecimento, e não estou certo em tudo. E ao criar um debate, estarei a criar espaço para todos nos tornarmos participantes da mensagem, e todos (inclusivé eu) aprendermos mais sobre o que é ser igreja.

O problema da pregação é que é usada para demasiadas coisas. É usado para tudo, quando na realidade esse estilo deve ser usado em poucas situações, muito concretas, em que não é possível um método mais próximo de comunicação. E depois queixamo-nos de que as pessoas não querem ouvir a mensagem. Não, nós temos é que usar o método que contribui para a edificação de todos. Não podemos ser ditadores na forma como comunicamos a mensagem, e esperar que as pessoas a queiram ouvir. Quem quer ouvir um ditador? Apenas aqueles que já estão endoutrinados na mensagem do ditador. Eu não quero ser ditador na forma como transmito a mensagem.

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