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Simplice

A vida é simples

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A vida é simples

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Fim de um ciclo, começo de outro

Guarda Rios

Terminei a semana que passou o primeiro ano do mestrado em Biologia da Conservação. Agora só falta a tese, que já está pensada e encaminhada.

 

Foi um ano muito intenso. Não fazia idéia de que o primeiro ano de um mestrado fosse algo tão trabalhoso. Acho que perto disto, a tese vai ser quase um passeio. Ainda por cima os primeiros 2/3 estive a trabalhar ao mesmo tempo. À distância, é um facto, mas nem por isso deu menos trabalho. Chegou a um ponto que tive de desistir do trabalho (também por outras razões, mas não vêm ao caso). Só parava para dormir. Agora preciso de umas férias bem merecidas.

 

Foi também um dos anos que mais gozo me deu. A Biologia é uma área pela qual tenho muito interesse, e foi imensamente recompensador o que aprendi e pratiquei ao longo destes 9 meses. Também me permitiu finalmente perder a imagem idílica que tinha do trabalho em Biologia, algo que era essencial para levar a minha vida em frente.

 

Agora terminado este ciclo, e com a tese de mestrado já encaminhada e preparada, é altura de começar um novo ciclo, que passará pelo menos para já por voltar à programação. Não estou ao corrente do mercado português de trabalho na área, não sei se vai ser fácil ou difícil, mas entre Setembro e Outubro espero já estar a trabalhar.

Nova casa

Decidi mudar o meu blog para o Sapo. Deixei de ter razões para ter a minha própria plataforma de blog. A paciência para gerir a minha própria solução já não é a mesma, além de que a vida foi mudando aos poucos, e fechei alguns projectos que tinha no meu servidor, pelo que deixou de fazer sentido manter o meu próprio sistema. E claro, a questão financeira também foi uma forte razão, nos dias que correm poupar dinheiro é sempre uma boa ideia.

 

Esta é já a terceira casa deste blog. Comecei no blogspot, e quando os blogs do Sapo foram criados cheguei a considerar migrar o blog para aqui, mas senti que a plataforma do Sapo tinha ainda muita coisa que faltava. Por isso decidi fazer a minha própria plataforma na altura. Mas entretanto a plataforma do Sapo evoluiu bastante, e responde a todas as necessidades que tenho no momento. Por isso a mudança.

 

Espero também voltar a tornar-me mais activo na blogosfera, se bem que em assuntos diferentes. A área ambiental vai ser o foco principal, mas também outras questões serão abordadas a partir de agora. Cada nova fase das nossas vidas merece repensar uma série de coisas, e esta foi uma das mudanças que decidi fazer. Por isso, bem vindos ao novo Simplice. A vida continua a poder ser simples.

De volta a Portugal

Depois de pouco mais de 4 anos na Suíça, voltei recentemente para Portugal. Mais exactamente dia 11 de Dezembro. 4 anos fora do nosso País é uma experiência muito interessante, que recomendo a qualquer pessoa. Aprendemos muito sobre a nossa cultura, sobre a cultura dos outros, e acima de tudo, sobre nós mesmos. Emigrar é ir ao limite das nossas capacidades, e vencer. Ou não. Mas aconteça o que acontecer, aprende-se muito.

Pondo de parte o que aprendi sobre mim próprio, que embora muito interessante para mim tem pouco interesse para os outros, aqui ficam as principais vantagens de cada um dos países (abstenho-me de falar das desvantagens).

Portugal:

- Sol (quer em intensidade, quer em horas de sol).
- Estar perto da família e amigos.
- Comida (principalmente o peixe).
- Mar.
- Pessoas muito humanas (no bom e no mau).

Suíça:
- Neve e montanha.
- Ordenados (na ordem dos 100 000 CHF por ano para informática).
- Baixas taxas de tributação (8% IVA e cerca de 19% para os tais 100 000 CHF).
- Profissionalismo e excelência no que se faz.
- Limpeza e organização.
- Segurança.

Para quem esteja a pensar ir para lá, se não for médico, enfermeiro, arquitecto, engenheiro civil, ou informático, digo já que não vale a pena. Há demasiadas pessoas a irem lá tentar a sorte neste momento. Mas se ainda assim não vos consigo dissuadir, aqui fica o meu blog, O Emigra, onde podem encontrar muita informação útil.

A propósito dos anúncios de emprego

Esta semana, ao analisar anúncios de emprego no site Agroemprego, apercebi-me de algo que está na realidade enraizado na cultura portuguesa. Os títulos dos anúncios são algo como "Eng. do Ambiente", ou "Eng. Florestal". Ou seja, em vez de ser uma descrição da função a desempenhar, como por exemplo "Formador em ruído ambiental", ou "Gestor de qualidade ambiental", o que é colocado como título é o curso que a pessoa fez. E isso ainda acontece mais quando se trata de empresas estatais.

Não é algo que se vê com tanta frequência em outros sites de emprego, ou mesmo em anúncios de jornal, mas não é raro ver anúncios com títulos como "Eng. Informática", ou "Eng. Electrotécnico", ou algo do género.

Aqui na Suíça, onde estou há 3 anos, não se vê disso. Alguns cursos universitários interessantes para o posto de trabalho em questão estão listados no meio do artigo, mas é mais um elemento, ao mesmo nível que a experiência profissional ou outros conhecimentos.

Tudo isto aponta a importância desmesurada que se dá em Portugal aos cursos universitários. Chega ao ridículo de determinado candidato não ser considerado por ter o curso com o nome errado. Isto sei eu com conhecimento de causa. Se a pessoa teve o azar de tirar um curso que se chama "Educação e Intervenção Comunitária" e se candidata a um posto de "Educação Social", recebe logo uma cartinha a dizer que não tem o curso certo, e como tal não estão interessados. Mesmo que analisando os dois cursos a matéria ensinada seja essencialmente a mesma. Ah, tem experiência profissional na área? Pois, mas não tem o curso com o nome certo. Azarito.

Isto para mim é no mínimo ridículo, mas o pior é que é completamente discriminador, ou dito de outra forma, estúpido.

Upward, Outward, Inward by Mitsuo Fukuda

I am all about simplicity in everything, as long as we don't oversimplify to the point of losing what is important. This book is exactly about that kind of simplicity in Christ-like movements expansion.

For those that have read books from Neil Cole, Wolfgang Simson or Alan Hirsch, you won't find much new in this book in terms of principles. What you will find is a good simple and practical description of how those principles work in practice.

I guess that's the main value of the book. Showing that the kingdom of God can grow in a simple way, through relationships of love. And showing how we so many times overcomplicate matters. And we overcomplicate because we want to remain in control, instead of trusting God, who really is in control.

Honour God, Love Neighbor.

A nova Internet

Ultimamente tenho pensado bastante sobre a nova internet, ou a integração na internet.

Antes cada um tinha o seu espaço privado, a sua casa ou loja, e uma espécie de páginas amarelas (google). Depois foram surgindo peças que ligavam esses espaços privados, como os feeds RSS. Já isso criou um afastamento entre o produtor de conteúdos e o consumidor. E por fim houve a mudança para as pequenas mensagens, e o que antes era a cola entre as várias partes passou a ser o centro de tudo.

Neste momento os sites e blogs perdem cada vez mais a sua razão de ser porque tudo passa a basear-se nos relacionamentos. Nós já não nos interessamos nos conteúdos por si próprios, o que nos interessa é o relacionamento que temos com quem cria esses conteúdos

Não é que isso seja mau, mas a dificuldade que isso criou é que nos dias de hoje, para que publicites os teus conteúdos, tens que criar relacionamentos com as pessoas, e a melhor forma de o fazer é estar onde as pessoas estão.

Por exemplo, no facebook na melhor das hipóteses podes colocar links para os conteúdos, mas só os teus contactos vão ligar a esses links. Se criares um post no teu blog, tens hoje muito menos visitas directas, ou mesmo acessos por RSS, do que há um ano atrás. Qualquer interacção social já não é feita nos comentários do blog, os únicos comentários são de pessoas a te fazer perguntar directamente a ti.

Se alguém comentar um post teu no facebook ou no facebook, aí sim, é criada uma dinâmica completamente diferente, e como alguns dos contactos até se conhecem entre si, pode gerar-se discussões muito interessantes.

Mas essa criação de contactos é um processo muito moroso, envolve muito tempo. Antes as pessoas vinham ter contigoi, agora tens de ser tu a ir ter com elas. Isto torna o processo demasiado desgastante. Para que é que eu vou criar um novo post no blog, se para que as pessoas o leiam, eu vou ter de andar atrás das pessoas? Não estou para isso.

Por isso deixamos de escrever no blog, e passamos a escrever pequenas mensagens no twitter ou no facebook, e com isto perde-se muito conteúdo de valor.

Isso não é tão importante para quem tem um blog para mandar postas de pescada, como é o meu caso. Mas para quem tem o intuito de publicitar o seu trabalho (um fotógrafo, um mecânico, etc) torna-se demasiado pesado. Além de desempenharem a sua profissão, têm de gastar horas por semana a criar contacto com novas pessoas através dos sites sociais.

Para quem tem um site com o qual pretende obter algum lucro (Utilizemos como exemplo o Adegga, a solução passa pela criação de aplicações em diversas plataformas (Facebook, iPhone, Android, etc). Aplicações essas que são interfaces completos para a informação do site, e que permitem uma interacção social entre os utilizadores. Mas mais importante, que essa interacção não permaneça apenas em cada uma das plataformas. Quem usa uma app iPhone para lidar com o Adegga, deve ver os comentários colocados noutra plataforma (por exemplo Facebook), e ser capaz de responder aos comentários feitos noutras plataformas.

No fundo o que se pretende é uma integração total de todas as plataformas à volta do nosso produto. O site passa a ser um repositório central que providencia dados e apis para os vários interfaces. E é possível monetizar tudo isso nas várias plataformas, principalmente através de publicidade, mas também por venda de conteúdos premium, ou venda das próprias aplicações, dependendo do modelo de negócio que faz sentido.

Nos dias de hoje não basta ter o site ou o blog. É preciso ir onde as pessoas estão, e criar lá interfaces que levem as pessoas a usar os nossos serviços.

Complete reconciliation

A window in the sky

"Through the Son, God also reconciled all things to himself, whether things on earth or things in heaven, thereby making peace through the blood of his cross." (Colossians 1:20 ISV)

It saddens me when I see followers of Jesus Christ disrespecting God's creation. I see it as a disrespect towards God, creator of all thing, and a disrespect towards others, since everyone will suffer the effects of those actions.

The Bible is filled with passages that show that God cares about the environment. He so cares about all of it's creation, that he redeemed all creation (not only humans) by the sacrifice of His son Jesus. It's only our tradition of disregard for the environment that makes us blind to that fact.

If all creation praises God (Psalm 69:34), then by destroying it we are doing the opposite of praising Him. If we are commanded to love our neighbour (Mark 12:31), then by robbing future generations of the blessings of biodiversity we are not loving at all. We are not loving the polinesians that are losing their islands due to global warming. Nor loving the people that die every day because of pollution.

Ultimately, the care for the environment is a question of love. Of loving nature, but also of loving our neighbours, and above all God.

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